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Atualizado às: 18 de novembro, 2005 - 03h56 GMT (01h56 Brasília)
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Premiê haitiano diz que eleições serão em 27/12
Soldados brasileiros no Haiti
Condições de segurança são precárias, apesar da presença de tropas da ONU
O primeiro-ministro interino do Haiti, Gerard Latortue, disse nesta quinta-feira que as eleições presidenciais no país só serão realizadas no próximo dia 27 de dezembro.

Trata-se da terceira vez neste ano que as autoridades haitianas adiam o pleito, inicialmente previsto para o dia 13 de novembro. A última data cogitada havia sido entre os dias 11 e 18 de dezembro.

"Pensamos muito para fixar uma data, mas agora estamos plenamente confiantes de que conseguiremos ter boas eleições", dissse Latortue à agência de notícias Associated Press.

Segundo o premiê interino, um eventual segundo turno seria realizado no fim de janeiro.

As eleições serão as primeiras no Haiti desde a queda do presidente
Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004.

Apesar da presença das forças de paz da ONU, lideradas pelo Brasil, as condições de segurança ainda são consideradas precárias e problemas logísticos prejudicam preparativos para a votação.

Segundo Latortue, no entanto, a nova data de 27 de dezembro é "firme e final".

"Todos os problemas foram antecipados e temos uma solução para cada um", afirmou o primeiro-ministro.

Ainda assim, o presidente do Conselho Eleitoral Provisório, Max Mathurin, disse que a data oficial só será anunciada na próxima segunda-feira.

Segundo Mathurin, representantes do Conselho e do governo devem se reunir para fechar uma nova data.

Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU pediu a realização de eleições livres e juntas até o fim deste ano.

O governo interino haitiano se comprometeu a transferir o poder a representantes eleitos até 7 de fevereiro de 2006.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse à BBC que o novo adiamento não o preocupa porque as razões para a mudança de data são "técnicas" e não políticas.

"Houve demoras, houve dificuldades na tomada de decisões, na fixação dos locais de votação, na escolha das pessoas. Todas as demoras são técnicas, não há nenhuma política", disse Insulza.

66Haiti
Para governo, missão está tendo "êxito relativo".
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