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Atualizado às: 08 de novembro, 2005 - 09h53 GMT (07h53 Brasília)
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França discute medida antidistúrbios após 'noite menos violenta'
Ônibus em chamas na região de Tolouse
Noite mais calma teve 1.173 veículos incendiados
O gabinete de governo da França vai realizar uma reunião nesta terça-feira com o objetivo de discutir medidas para combater a onda de violência que se alastrou pelo país nas últimas 12 noites.

A reunião vai acontecer após o que foi descrito pela polícia como uma noite mais calma que as anteriores.

Ainda assim, mais de 1.173 mil veículos foram queimados pelo país, e cerca de 330 pessoas foram detidas pela polícia.

"A intensidade da violência está diminuindo", disse o chefe da Polícia Nacional, Michel Gaudin.

Um correspondente da BBC em Paris disse que os subúrbios da cidade estão aparentemente mais calmos, mas é difícil dizer se esta trégua é permanente ou se não passa do resultado de um reforço da presença da polícia nas ruas francesas.

Medidas

A reunião do gabinete francês terá o objetivo de avaliar a imposição de toques de recolher em áreas afetadas pelos distúrbios, que têm sido comuns sobretudo em regiões habitadas por imigrantes.

O primeiro-ministro Dominique de Villepin anunciou na segunda-feira medidas como toques de recolher e reforços policiais para conter a onda de violência.

Em pronunciamento em cadeia nacional de TV, de Villepin prometeu enviar mais 1,5 mil policiais para tentar restaurar a ordem nos bairros e cidades onde estão ocorrendo os distúrbios.

O primeiro-ministro classificou a violência como "inaceitável" e disse que permitiria às autoridades locais impor toques de recolher, se necessário.

O prefeito de um subúrbio de Paris, Le Raincy, anunciou um toque de recolher já na noite desta segunda-feira. Foi a primeira vez que uma autoridade tomou uma medida do gênero desde o início da revolta.

Menores de 18 anos desacompanhados estarão proibidos de sair à rua à noite neste município a leste de Paris.

Grande parte dos manifestantes presos por incendiar carros e outros atos de vandalismo nas últimas duas semanas era menor de idade.

O premiê disse que o caso que provocou os protestos – a morte de dois jovens que se escondiam da polícia – precisa ser investigado. A polícia nega que estivesse perseguindo os adolescentes.

De Villepin também anunciou uma ajuda financeira para melhorar as condições dos subúrbios pobres que cercam muitas das grandes cidades francesas, onde muitos dos habitantes são descendentes de africanos ou árabes, e a taxa de desemprego é alta.

Ele disse que é sua responsabilidade garantir que todos os franceses tenham a percepção de ter oportunidades iguais.

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