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Israel lança ataque aéreo contra Faixa de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militares israelenses lançaram ataques aéreos no norte da Faixa de Gaza pela terceira noite consecutiva. A operação não deixou feridos e ocorreu depois do ataque à cidade de Hadera, no norte de Israel, em que pelo menos cinco pessoas morreram na quarta-feira. Outras trinta pessoas ficaram feridas. O grupo militante palestino Jihad Islâmico assumiu a autoria do atentado, como retaliação pela operação militar israelense em que um de seus líderes, Luay Saadi, foi morto, na segunda-feira. Autoridades militares israelenses afirmam que aprovaram planos para uma operação militar contra o grupo. Este é o primeiro atentado a bomba em Israel desde 28 de agosto, quando um homem-bomba se explodiu na entrada da estação central de Beersheba, ferindo 20 pessoas. O ataque também foi o primeiro desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, concluída no início de setembro. Mercado lotado O atentado foi cometido por um homem-bomba em uma fila para uma barraca de comida num mercado lotado. O local já havia sido palco de outros ataques, segundo a polícia. O local da explosão foi cercado pelas forças de segurança israelenses, e várias ambulâncias foram enviadas para o local. Uma testemunha, Eidan Akiya, que vive a 100 metros de distância da explosão, disse à TV israelense: "Pedaços de corpos foram lançados até meu prédio. O estrago é realmente grande". "Todas as barracas no entorno simplesmente desmoronaram. As janelas foram todas rompidas. Parece que houve uma guerra", disse. Cessar-fogo Grupos militantes palestinos acertaram um cessar-fogo em março, mas no início desta semana o Jihad Islâmico havia prometido vingança depois que soldados israelenses mataram o líder do grupo militante na Cisjordânia. O Jihad Islâmico foi o responsável por recentes ataques com bombas contra a casa noturna Stage, em Tel Aviv em fevereiro, e outro na cidade costeira de Netanya. O líder palestino, Mahmoud Abbas, condenou o ataque afirmando que "é contra nossos interesses e apenas aumenta a violência na região". O negociador-chefe da Autoridade Nacional Paletina, Saeb Erekat, também condenou o ataque e disse esperar que ele não prejudique as negociações para o fim da violência. Um porta-voz do governo israelense, David Baker, disse que a Autoridade Palestina deveria desmantelar as organizações terroristas "de uma vez por todas". Israel congelou os contatos com a Autoridade Palestina no início do mês após um ataque a tiros próximo a um bloco de assentamentos na Cisjordânia no qual três jovens israelenses foram mortos. Os Estados Unidos afirmaram que foi "um ataque horrível contra civis inocentes", acrescentando que a Autoridade Palestina precisa "fazer mais para por fim à violência e evitar ataques terroristas". |
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