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Atualizado às: 25 de outubro, 2005 - 04h39 GMT (01h39 Brasília)
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Wilma deixa seis mortos ao passar pela Flórida
Morador da Flórida tenta bloquear entrada da água antes da passagem do Wilma
Morador da Flórida tenta bloquear entrada da água antes da passagem do Wilma
As autoridades da Flórida informaram que pelo menos seis pessoas morreram em decorrência da passagem do furacão Wilma pelo Estado americano, nesta segunda-feira.

A área ao sul da cidade de Naples, na costa sudoeste do Estado, foi a mais atingida pela tempestade.

Mas as cidades maiores, como Fort Lauderdale e Miami, tambem sofreram muitos danos.

Mais de três milhões de residências e escritórios ficaram sem energia elétrica. A tempestade chegou a alcançar ventos de mais de 200 quilômetros por hora quando atingiu a Flórida.

O furacão Wilma está agora passando pela costa atlântica dos Estados Unidos e não se espera mais danos.

Mas, as autoridades do Haiti informaram na manhã desta terça-feira que outra tempestade tropical, Alfa, deixou pelo menos sete pessoas mortas no país.

Categoria 2

O furacão Wilma chegou a Naples, na Flórida, como uma tempestade categoria 3, numa escala que vai até 5, mas caiu para a categoria 2 quando foi para a costa atlântica.

O olho do furacão já passou pelo condado de Palm Beach e a tempestade foi novamente elevada à categoria 3, mas, segundo meteorologistas, está longe demais da costa, já no oceano, por isso não deve causar maiores danos.

Havana, em Cuba, foi inundada, enquanto a polícia no México tenta controlar os saques depois da passagem do furacão.

Cuba

Em Cuba, o governo evacuou mais de 630 mil pessoas de suas casas, mas ainda assim centenas foram resgatados por barcos ou carros anfíbios de suas casas em áreas inundadas na capital, Havana. A eletricidade na cidade também foi cortada.

O território cubano escapou de um impacto direto do furacão, mas vários vilarejos foram inundados. Há informações de que, com a ressaca do mar, vários peixes acabaram sendo atirados a centenas de metros de distância da praia.

Cerca de 80% dos 80 mil moradores da região dos Keys da, uma área baixa formada por uma cadeia de ilhas, teriam ignorado as ordens de evacuação.

O governador da Flórida, Jeb Bush, afirmou que o Wilma ainda significa risco para a região

"Por favor, não saiam de casa até que a tempestade tenha passado completamente. O lado leste da tempestade vai ser tão forte e intenso quanto o outro, até pior", disse.

O presidente americano George W. Bush assinou uma ordem declarando a Flórida como área de desastre e liberando verbas federais.

Pelo menos sete pessoas morreram no México em decorrência do furacão, que chegou a ser o mais forte já registrado no Atlântico.

Alpha

As autoridades no México disseram que o furacão Wilma destruiu milhares de casas e hotéis na Península de Yucatán nos dois dias de sua passagem pela região.

A polícia em Cancún disparou tiros para o alto para tentar deter os saques em lojas danificadas.

O presidente mexicano Vicente Fox exigiu que o exército e a polícia estabeleçam um centro de comando para por fim aos saques e ajudar os turistas em Cancún.

Uma outra depressão tropical, batizada de Alpha, já se formou no Mar do Caribe, e trouxe chuvas torrenciais para o Haiti e a República Dominicana.

A depressão foi batizada com o nome da primeira letra do alfabeto grego, depois de todos os 21 nomes pré-designados para tempestades neste ano já terem sido usados.

A temporada de furacões deste ano, que termina no dia 30 de novembro, foi a mais ativa desde 1933.

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