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Atualizado às: 28 de setembro, 2005 - 16h21 GMT (13h21 Brasília)
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Bush diz que violência pode piorar no Iraque
George W. Bush
Muitos críticos de Bush querem a volta de soldados americanos
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, advertiu nesta quarta-feira que provavelmente ocorrerá no Iraque uma intensificação da violência causada por insurgentes agora que o país se prepara para um referendo sobre a sua nova Constituição.

Os extremistas islâmicos costumam intensificar os seus ataques com a aproximação de eventos políticos importantes, disse Bush. Mas o presidente americano insistiu que as forças dos Estados Unidos e do Iraque estão prontas para enfrentá-los.

No mais recente banho de sangue no Iraque, uma militante suicida detonou os explosivos que carregava junto a um centro de recrutamento militar na cidade de Tal Afar, no norte do país.

Ela matou pelo menos oito outras pessoas e deixou mais de 30 feridas.

Acredita-se que esta seja a primeira vez que uma mulher realiza um ataque deste tipo desde o início da insurreição no Iraque.

Tropas americanas e iraquianas concluíram recentemente uma operação conjunta em Tal Afar, um antigo reduto insurgente, e disseram que restauraram o controle do governo na cidade.

Também nesta quarta-feira, pelo menos duas pessoas morreram em uma explosão na casa de um dos guarda-costas do líder radical xiita Moqtada al-Sadr, em Najaf.

Ainda não se sabe a causa da explosão.

Na terça-feira, um homem-bomba se explodiu em frente a um centro de recrutamento de policiais no Iraque, matando pelo menos dez pessoas. A explosão ocorreu na cidade de Baquba, a cerca de 65 km ao norte de Bagdá.

Líder da Al-Qaeda

Ainda na terça-feira, o governo iraquiano divulgou ter matado o número 2 da rede Al-Qaeda no país.

Segundo o conselheiro de segurança nacional iraquiano, Muwaffaq al-Rubaie, o líder rebelde Abu Azzam morreu baleado durante uma operação conjunta de forças iraquianas e dos Estados Unidos.

Também conhecido como Sheikh Abdullah Abu Azzam, ele era o principal assessor de Abu Musab Al-Zarqawi, o chefe da Al-Qaeda no Iraque. Sua nacionalidade é desconhecida.

Mas a Al-Qaeda no Iraque divulgou mensagem em site islâmico nesta quarta-feira dizendo que não está convencida de que Azzam morreu.

As autoridades ofereciam uma recompensa de US$ 50 mil em troca de pistas que levassem a sua captura.

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