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Israel volta a bombardear Faixa de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Aviões israelenses voltaram a lançar foguetes no norte de Gaza na noite desta terça-feira na região de onde, as autoridades alegam, militantes lançaram foguetes contra Israel. O Exército diz ter atacado duas pontes que eram usadas pelos supostos militantes para chegar a uma localidade de onde disparavam foguetes contra cidades israelenses. Mais cedo, um porta-voz militar israelense confirmou que as forças do país prenderam 82 supostos militantes do Hamas e do Jihad Islâmico durante uma operação na Cisjordânia na madrugada desta terça-feira. Um edifício ao sul da cidade de Khan Younis, utilizado por palestinos que fazem câmbio de dinheiro, também foi parcialmente destruído nos bombardeios. Israel acusa o responsável pelo câmbio no local de ajudar a financiar o Hamas. As autoridades israelenses afirmam ter detido mais de 300 militantes palestinos desde sábado, quando a operação foi lançada em retaliação a ataques com foguetes do Hamas contra Israel. Segundo a agência de notícias Reuters, o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse que os militantes "vão ser atingidos de novo e de novo até que entendam que há novas regras no jogo". Sharon A operação militar acontece após o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ter vencido, na segunda-feira à noite, uma votação interna do seu partido, o Likud, que era considerada um referendo sobre sua liderança. O principal rival de Sharon dentro do Likud, Binyamin Netanyahu, havia desafiado a liderança de Sharon e propôs que as eleições para escolher o líder do partido fossem antecipadas para novembro. Com a vitória de Sharon com 51,4% dos votos, as primárias devem ser em março ou abril do ano que vem, como estava previsto. Netanyahu pretendia capitalizar com o descontentamento de parte do partido com a política de Sharon de retirar as tropas e os assentamentos judaicos da Faixa de Gaza, que dividiu o Likud. Depois de anunciada a vitória, Sharon disse à Rádio Israel que espera que o resultado faça com que seus adversários dêem um descanso, e que o partido se una em torno dele. Os críticos do primeiro-ministro, no entanto, afirmam que Sharon venceu a batalha, mas não a guerra, e esperam afastá-lo da liderança nas primárias do ano que vem. Pesquisas de opinião mostram que o Likud, se liderado por Sharon, teria melhores resultados em uma eleição geral. |
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