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Atualizado às: 17 de setembro, 2005 - 14h39 GMT (11h39 Brasília)
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Sharon ameaça prejudicar eleições palestinas

Ariel Sharon discursa na ONU, em Nova York
Israel diz que não vai cooperar caso Hamas participe do pleito legislativo
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse que seu país não vai cooperar com as eleições legislativas palestinas, marcadas para janeiro, caso o grupo militante Hamas participe do pleito.

Em entrevista na sexta-feira em Nova York, Sharon disse não acreditar que os palestinos sejam capazes de realizar as eleições sem a ajuda de Israel.

"Faremos todos os esforços para não ajudar (os palestinos). Não acredito que eles possam fazer eleições sem nossa ajuda", declarou o premiê, de acordo com o diário The New York Times.

Entre as medidas que seu governo poderia tomar para complicar o processo eleitoral, Sharon citou a manutenção de postos de controle militar nas estradas da Cisjordânia.

A rádio Israel disse que Sharon pretende comunicar o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de que se opõe à participação do Hamas no pleito. Os dois líderes devem se reunir no começo de outubro.

'Sabotagem'

O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, pediu a Israel que não se intrometa nas eleições. Ele acrescentou que a interferência israelense poderia sabotar o processo democrático palestino.

Um porta-voz do Hamas afirmou que a interferência na eleição apenas aumentaria a resistência contra a ocupação israelense de terras palestinas.

Analistas afirmam que o Hamas deve ter forte votação em janeiro, minando a hegemonia do partido Fatah, de Mahmoud Abbas.

O movimento islâmico, que defende a destruição de Israel e foi responsável por dezenas de atentados contra alvos israelenses nos últimos anos, obteve bons resultados nas urnas recentemente em eleições municipais.

Fronteira

Centenas de policiais palestinos foram enviados neste sábado para a fronteira da Faixa de Gaza com o Egito para tentar conter o movimento de pessoas que têm se dirigido ao país vizinho.

Alguns palestinos que tentavam cruzar a fronteira começaram a lançar pedras contra os policiais, que tentaram dispersar os protestos com disparos para o alto.

Após Israel ter encerrado 38 anos de ocupação militar da Faixa de Gaza, milhares de palestinos decidiram aproveitar a oportunidade para viajar ao Egito para visitar parentes ou fazer compras.

Os agentes de fronteira egípcios nada fizeram para conter centenas de pessoas que cruzavam por buracos na cerca abertos pelos militantes.

Integrantes de grupos armados também viram o momento como uma oportunidade para contrabandear armas do Egito para dentro dos territórios palestinos.

As forças palestinas enviadas ao local estão tentando fechar as brechas na cerca com blocos de concreto.

66Oriente Médio
Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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