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Israel não quer dominar palestinos, diz Sharon na ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse nesta quinta-feira na reunião de cúpula das Nações Unidas que seu país respeita os palestinos e não tem intenção de dominá-los. "Os palestinos sempre serão os nossos vizinhos. Nós os respeitamos e não aspiramos dominá-los. Eles têm direito à liberdade e a uma existência nacional e soberana em um Estado próprio", afirmou Sharon. O primeiro-ministro disse, no entanto, que chegou a vez de os palestinos tomarem o próximo passo no processo de paz no Oriente Médio. Segundo Sharon, Israel provou que está disposto a fazer "dolorosas concessões" ao desmantelar os assentamentos judaicos e retirar as suas tropas da Faixa de Gaza. O governo israelense, no entanto, continua controlando as fronteiras do território palestino – motivo de reclamação das autoridades palestinas, que alegam que a retirada não estará completa até que os moradores de Gaza possam entrar e sair livremente do território. No seu discurso na ONU, Sharon disse ainda que a liderança palestina deve cumprir a promessa de acabar com as atividades "terroristas" de grupos militantes. "Caminho da paz" Aparentemente emocionado, Sharon afirmou que os dois lados do conflito devem "embarcar no caminho que leva à paz". Um representante da Autoridade Palestina reagiu ao discurso em Gaza, dizendo que a única solução para o conflito é que Israel se retire completamente dos territórios palestinos – a Cisjordânia continua a ser ocupada por colonos e militares israelenses. "O caminho para a paz e a estabilidade é o fim da ocupação", afirmou o negociador-chefe palestino Saeb Erekat, segundo a agência de notícias Reuters. O correspondente da BBC Jonathan Marcus informa de Nova York que Sharon colocou a responsabilidade pelo avanço das negociações sobre a Autoridade Palestina, mas ao mesmo tempo indicou uma possível disposição de ceder mais para acabar com o conflito. No entanto, a questão de Jerusalém, um dos principais entraves em negociações passadas sobre um Estado palestino, Sharon foi categórico ao apresentar a cidade como a "a eterna e indivisível capital" de Israel. O premiê fez o discurso pouco depois de a Suprema Corte israelense determinar que o seu governo mude a rota de parte da barreira que está construindo na Cisjordânia. Em decisão unânime, o tribunal disse que o governo israelense deve encontrar formas alternativas de dar segurança ao país que causem menos dificuldades aos palestinos perto da cidade de Qalqilya. A Suprema Corte se pronunciou em resposta a uma petição de moradores de cinco vilarejos palestinos. A decisão tomada por nove juízes também critica o julgamento do Tribunal Internacional de Justiça do ano passado que concluiu que toda barreira é ilegal. A Suprema Corte israelense disse que o Tribunal Internacional deu muito pouca atenção às preocupações de segurança de Israel, que alega que a barreira é necessária para impedir que militantes suicidas entrem no país. Os palestinos, porém, dizem que a barreira foi planejada para anexar território palestino a Israel. Ainda nesta quinta-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que a situação na fronteira da Faixa de Gaza e o Egito foi controlada após vários dias de caos. Milhares de palestinos atravessaram a fronteira depois que Israel retirou seus últimos militares, na segunda-feira. |
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