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Israel destrói último posto militar em Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército israelense demoliu nesta sexta-feira o último posto militar na Faixa de Gaza, em preparação para a entrega do controle do território à Autoridade Palestina. Grandes estrondos foram ouvidos quando tropas israelenses explodiram escritórios de segurança, bunkers e torres de observação como parte da retirada total dos antigos assentamentos judaicos em Gaza. Uma cerimônia para marcar o fim da presença militar está prevista para este domingo, mas o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, disse que o processo pode ser adiado em um dia para permitir a demolição de 25 sinagogas erigidas nos antigos assentamentos. Um grupo de rabinos entrou na Justiça para tentar impedir a destruição, mas a Suprema Corte de Israel rejeitou o pedido. O tribunal aceitou o argumento de que deixar as sinagogas no território palestino exporia os templos judaicos à profanação. Apesar do processo de retirada, palestinos e israelenses não conseguiram chegar a um acordo que assegurasse a livre circulação de pessoas a partir de Gaza. Nesta semana, Israel fechou a principal passagem entre a Faixa de Gaza e o Egito, na cidade de Rafah, e anunciou que a medida vigorará por seis meses. Autoridades palestinas criticaram a medida, alegando que, sem a livre circulação de pessoas e bens, Gaza não pode ser considerada livre da ocupação israelense. Mediadores internacionais vêm tentando obter um acordo pelo qual palestinos, egípcios e uma terceira parte controlem a fronteira de Rafah, com Israel podendo monitorá-la apenas por meio de câmeras. Israel afirma que o fechamento foi acordado com o Egito, mas a liderança palestina diz não ter sido consultada. |
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