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Atualizado às: 26 de agosto, 2005 - 17h54 GMT (14h54 Brasília)
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Aumenta número de colonos vivendo na Cisjordânia
Muitos colonos se mudaram para o assentamento de Maale Adumim
Muitos colonos se mudaram para o assentamento de Maale Adumim
O número de colonos judeus ocupando a Cisjordânia aumentou em mais de 9 mil pessoas apenas em 2005, segundo uma autoridade do Ministério do Interior israelense.

Gilad Heiman, porta-voz do ministério, disse que o aumento ocorreu devido ao aumento do número de judeus ultra-ortodoxos se mudando para assentamentos maiores da Cisjordânia.

Heiman afirmou que, atualmente, mais de 246 mil colonos vivem no que ele chamou de terra ocupada.

Segundo Heiman, a maioria dos novos assentados na Cisjordânia é de judeus ultra-ortodoxos que procuram moradia mais barata, enquanto muitos outros mudaram para Maale Adumim, o maior assentamento da região.

O número não inclui os 200 mil judeus israelenses que vivem no leste de Jerusalém, área que foi anexada por Israel.

A comunidade internacional não reconhece esta anexação, considerando o leste de Jerusalém como território ocupado e parte da Cisjordânia.

Apesar do aumento do número de colonos, a maioria dos israelenses é a favor da remoção de mais assentamentos da Cisjordânia, segundo uma pesquisa publicada em um dos maiores jornais do país, Yedioth Ahronoth.

A pesquisa entrevistou 501 israelenses e mostrou que 54% aprovam mais retiradas, 42% se opõem e 4% não responderam.

Retirada de assentamentos

O aumento do número de colonos judeus ocorreu apesar da recente retirada de quatro assentamentos da Cisjordânia.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, prometeu continuar com o programa de construir novos assentamentos judeus na Cisjordânia, depois da retirada de outros assentamentos da Faixa de Gaza.

Seguindo o plano de Sharon, o governo de Israel retirou aproximadamente 9 mil colonos da Faixa de Gaza e quatro pequenos assentamentos no norte da Cisjordânia, territórios que eram ocupados desde 1967 por Israel.

Autoridades palestinas temiam que o plano de retirada da Faixa de Gaza era uma estratégia para consolidar o controle israelense sobre áreas maiores da Cisjordânia.

O ministro palestino Ghassan Khatib disse que o plano de retirada da Faixa de Gaza não terá significado nenhum "a não ser que a comunidade internacional obrigue Israel a acompanhar a retirada parando com a expansão na Cisjordânia".

"A insistência de Israel em expandir os assentamentos representa uma declaração de guerra contra os palestinos porque visa evitar o estabelecimento de um estado palestino e reforçar o prolongamento da ocupação.

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