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Primo de Arafat é assassinado na cidade de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general Moussa Arafat, assessor de segurança presidencial palestino e primo do ex-presidente Yasser Arafat, foi morto nesta quarta-feira na cidade de Gaza. Arafat, de 65 anos, morreu após um confronto armado com um grupo de pessoas mascaradas que invadiu sua casa pouco antes do amanhecer. Seu filho mais velho, Nimhel, membro do governo palestino, foi seqüestrado pelo grupo ou fugiu para um lugar desconhecido, segundo declarações de um policial à agência de notícias Associated Press. Moussa Arafat já havia sobrevivido anteriormente a dois atentados. Ele era um dos fundadores do grupo político Fatah, que dirige a ANP (Autoridade Nacional Palestina) e cujo Conselho Revolucionário se reuniria nesta quarta-feira. O grupo militante Comitês de Resistência Palestina assumiu posteriormente a autoria do ataque. Um porta-voz do grupo, Mohammed Abdel Al, disse que o grupo faria uma declaração publica mais tarde para dar mais detalhes. Abdel Al, conhecido como Abu Abir, se referiu a Moussa Arafat como "colaborador", termo comumente utilizado para se referir aos palestinos que passam informações ou auxiliam as forças de segurança de Israel. Granadas Testemunhas disseram que o grupo que invadiu a casa de Moussa Arafat era formado por dezenas de homens, mas ainda não se sabe quem eram os invasores. Antes de entrar, os homens atiraram na casa com granadas lançadas por foguetes. Segundo a polícia, Arafat foi arrastado para fora de casa e morto na rua em frente. Médicos ouvidos pela agência de notícias Reuters disseram que o general já estava morto ao chegar no hospital Al Quds, o principal de Gaza. “Velha Guarda” Segundo o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston, Moussa Arafat era uma figura controversa. Quando seu primo Yasser Arafat tentou colocá-lo no comando da segurança em Gaza em julho de 2004, houve protestos violentos. Membros do Fatah, do qual ambos faziam parte, eram contrários à sua nomeação, alegando que ele era corrupto. Ele se tornou muito impopular entre os palestinos, que o viam como um membro da “velha guarda” e envolvido em corrupção. Como chefe de inteligência militar nos anos 1990, Moussa Arafat ganhou fama por sua brutalidade, como na repressão em 1996 aos militantes do Hamas e do Jihad Islâmico, quando ele mandou rasparem a cabeça e a barba dos presos ligados aos grupos como forma de humilhação. Seu assassinato é considerado por analistas mais uma indicação das tensões e da falta de controle em Gaza após o fim de décadas de ocupação militar israelense. |
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