|
De olho no futuro, palestinos não comemoram retirada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A retirada dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza não foi comemorada pela maioria da população palestina na região. As únicas celebrações que já aconteceram foram organizadas pelo governo, por grupos militantes ou facções políticas. Os palestinos mostram alívio pela evacuação dos colonos e dos soldados israelenses que patrulhavam esses assentamentos. Mas, apesar de o líder palestino, Mahmoud Abbas, ter declarado que a retirada israelense da Faixa de Gaza era um momento histórico, os palestinos não organizaram nenhuma manifestação espontânea para comemorar o fato, nem se reuniram em grandes números para assistir à destruição das colônias. Momento histórico A falta de comemoração pode ser um reflexo da preocupação da maioria dos palestinos com o futuro do local. O controle do espaço aéreo e marítimo da região e da fronteira com o Egito por Israel mesmo após a evacuação é visto como o principal problema. Os moradores de Gaza vêm isso como uma continuação da ocupação. Além disso, os palestinos, incluindo o presidente, sempre dizem que a região de Gaza não é suficiente para construir um Estado Palestino. Eles devem continuar a lutar pela desocupação de Israel da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. O grupo militante palestino Hamas já prometeu continuar sua campanha armada contra Israel depois da retirada de Gaza, com o objetivo de forçar a retirada israelense completa da Cisjordânia e de Jerusalém. Na Cisjordânia, os israelenses realizam esta semana a retirada de quatro assentamentos. Mas o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deixou claro que, apesar de abrir mão de Gaza, não pretende sair por completo da Cisjordânia. Em entrevista publicada na segunda-feira pelo jornal The Jerusalem Post, Sharon prometeu continuar as construções de casas nos demais assentamentos do território. Segundo ele, o bloco de assentamentos de Ariel, o maior da Cisjordânia, permanecerá "parte de Israel para sempre, conectado territorialmente a Israel". Ele afirmou ainda que não haverá "um segundo plano de retirada". |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||