|
Israel deve esvaziar mais colônias, diz Sharon | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, anunciou que seu governo removerá no futuro mais alguns assentamentos judaicos da Cisjordânia além das quatro colônias desocupadas este mês. No entanto, na mesma entrevista, transmitida pela televisão israelense, Sharon disse que os mais importantes assentamentos na Cisjordânia continuarão sob controle de Israel, que também removeu todas as 21 colônias na Faixa de Gaza este mês. "Nem todos os assentamentos que existem hoje na Judéia e na Samaria vão permanecer", disse Sharon, se referindo aos nomes bíblicos pelos quais a Cisjordânia. O premiê também destacou que não haveria mais retiradas unilateriais por parte de Israel, como as ocorridas neste ano, e que um mapa final da região - com os assentamentos que seriam mantidos por Israel - só seria divulgado como parte de um acordo final de paz com os palestinos. Estratégia Quanto aos maiores assentamentos da região, como Maale Adumim (a leste de Jerusalém) e Ariel, o primeiro-ministro israelense disse que eles "serão ligados territorialmente a Israel. Esses blocos tem importância estratégica primordial para Israel", disse. Recentemente, uma pesquisa divulgada no Yedioth Ahronoth, um dos principais jornais israelenses, mostrou que 54% dos entrevistados aprovam a remoção de mais assentamentos da Cisjordânia. Porém, a população das colônias israelenses na Cisjordânia aumentou em nove mil pessoas somente em 2005, elevando o total para 246 mil assentados. Quando Sharon anunciou o plano de remoção dos 21 assentamentos israelenses na Faixa de Gaza, analistas disseram que Israel aparentemente estava cedendo em uma região menos importante estrategicamente para reforçar sua presença na Cisjordânia. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||