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Atualizado às: 24 de setembro, 2005 - 01h08 GMT (22h08 Brasília)
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Criticado pelo Katrina, governo dos EUA se antecipou ao Rita
Residentes embarcam em ônibus escolar em Galveston, Texas, fugindo do furacão Rita
Ônibus escolares transportaram pessoas sem veículo próprio
Criticado pela resposta ao furacão Katrina, o governo americano tentou se antecipar aos estragos do Rita, que deve atingir a costa dos Estados Unidos nas próximas horas.

O presidente George W. Bush pediu para a população deixar Nova Orleans e Galveston na quarta-feira, três dias antes da esperada chegada do furacão Rita. Com o Katrina, a ordem de evacuação foi dada apenas um dia antes que o furacão atingisse a costa.

Todos estão agindo com antecedência, conscientes do caos causado quando Nova Orleans e outras áreas da costa foram apanhadas despreparadas para enfrentar o Katrina, há pouco mais de três semanas.

No Texas, cerca de 5 mil soldados da Guarda Nacional do Texas foram chamados em preparação para a tempestade, enquanto o governo federal acatou o pedido do Estado para enviar mais 10 mil soldados para ajudar nos trabalhos de busca e resgate depois que o furacão passar.

A governadora de Louisiana, Kathleen Blanco, disse que também solicitou um reforço de 15 mil soldados das forças federais e 15 mil da Guarda Nacional, em adição aos milhares que já estão no Estado auxiliando os trabalhos de resgate e recuperação que se seguem à passagem do Katrina.

No Katrina, o contingente extra de tropas da Guarda Nacional demorou quatro dias para chegar à região depois que o furacão passou por lá.

Visita cancelada

Bush cancelou uma visita programada para esta sexta-feira ao Texas para acompanhar os preparativos para o furacão, com a justificativa de que que não queria atrapalhar os trabalhos.

Cerca de 2 milhões de pessoas foram exortadas a fugir para o norte, longe da costa.

Abrigos na zona de influência do furacão estão lotados, enquanto motéis ao longo das rodovias que se estendem no sentido norte-sul também ficaram lotados, levando os motoristas a dormir em seus carros.

Ônibus escolares fora enviados para remover aqueles sem transporte próprio, o que responde às críticas de que pobres e idosos não tiveram como escapar de Nova Orleans no mês passado, e que ônibus públicos foram abandonados no meio das enchentes.

Autoridades tiveram dificuldade para remover idosos e doentes, diz o correspondente da BBC Justin Webb. Pacientes mais vulneráveis se afogaram quando deixados para trás durante a catástrofe provocada pelo furacão Katrina.

Contudo, autoridades médicas alertaram que algumas pessoas estão muito doentes para ser removidas e terão que ficar nos hospitais.

Transporte

Rodovias ao norte de Houston, no Texas, foram obstruídas com congestionamentos de pelo menos 14 horas e filas de carros se rastejando por quase 160 km.

Os aeroportos de Houston devem fechar ao meio-dia desta sexta-feira (8 da noite em Brasília).

As companhias petrolíferas fecharam a maior parte de suas operações na Costa do Golfo, que responde por mais que um quarto da produção de petróleo dos Estados Unidos, evacuando mais que 600 plataformas e torres.

Ambientalistas têm avisado que grandes derramamentos de petróleo e produtos químicos ao longo da costa poderiam causar danos significativos ao meio ambiente.

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