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Bush diz que não sobe impostos para pagar reconstrução | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que não vai aumentar impostos para financiar a reconstrução da região devastada pelo furacão Katrina. Bush sugeriu que os recursos – estimados em US$ 200 bilhões – podem ser obtidos por meio de cortes no orçamento em outras áreas. "Estou confiante de que nós podemos lidar com isso e estou confiante de que podemos lidar com as nossas outras prioridades. (Isso) vai significar que nós vamos ter que cortar gastos desnecessários", afirmou, em entrevista coletiva ao lado do presidente russo, Vladimir Putin. Bush se recusa a estipular um preço para a reconstrução, dizendo que "vai custar o que custar". Entre as medidas anunciadas que ele anunciou em um discurso em Nova Orleans na quinta-feira, estão matrículas de crianças em escolas privadas pagas pelo governo e incentivos de até US$ 5 mil para desempregados. Em uma cerimônia na Catedral Nacional de Washington, Bush voltou a admitir que o seu governo não respondeu adequadamente à tragédia e dizer que o programa de reconstrução era uma oportunidade para resolver os problemas da pobreza e na discriminação racial no sul dos Estados Unidos. Mortos Ainda nesta sexta-feira, o número de mortos confirmados no furacão subiu para 792. Cerca de 40% de Nova Orleans, a cidade mais destruída pelo Katrina, ainda está inundada e o sistema de esgotos ainda não está funcionando direito. Mas, três semanas após o desastre, algumas pessoas começam a retomar os seus negócios na cidade. Estima-se que nos próximos dez dias cerca de 200 mil pessoas voltem a Nova Orleans, mas na volta para casa eles terão de enfrentar postos de controle militares e provavelmente terão dificuldades para conseguir comida e água potável. O Congresso americano já aprovou a liberação de US$ 62 bilhões para financiar operações na costa do Golfo do México, mas esse dinheiro deverá ter sido todo gasto até o mês que vem. Correspondentes da BBC informam que Bush sofre pressão até de membros do seu partido (republicano) para explicar de onde virá o dinheiro em uma época em que os Estados Unidos acumulam grande déficit público. Pesquisas de opinião publicadas nos últimos dias indicam que a reação avaliada como incompetente ao Katrina aliada ao desgaste resultante da guerra no Iraque têm abalado a popularidade do presidente. |
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