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Atualizado às: 07 de setembro, 2005 - 18h57 GMT (15h57 Brasília)
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Egípcios votam em meio a denúncias de fraude
Partidários do presidenet Hosni Mubarak
Militantes pró-Mubarak enfrentaram oposicionistas nas ruas de Cairo
A primeira eleição multipartidária na história do Egito está sendo marcada por denúncias de fraudes e irregularidades.

Um total de nove candidatos concorrem contra o atual presidente do país, Hosni Mubarak, que é o franco favorito para vencer o pleito.

De acordo com relatos, diversos eleitores foram levados de ônibus a postos de votação e instruídos a votar em Mubarak.

Um dos candidatos de oposição, Ayman Nour, afirmou que eleitores foram subornados para votar no atual presidente.

Um porta-voz da comissão eleitoral do país, Osama Atawaya, defendeu a lisura do processo eleitoral e previu que o comparecimento às urnas será grande.

Durante esta quarta-feira à tarde, manifestantes de oposição organizaram uma passeata no centro de Cairo pedindo o boicote da votação.

Eles gritvam slogans como "Não à Corrupção" e "Não a Mubarak".

Testemunhas teriam dito à agência de notícias Reuters que ativistas pró-Mubarak em trajes civis rasgaram cartazes e bateram em manifestantes.

De acordo com membros da oposição, os ativistas eram funcionários das forças de segurança do país.

Há também relatos de que pesoas foram autorizadas a votar mesmo sem apresentar cédula de eleitor, que outras não foram marcadas com tinta indelével após terem votado e ainda outras receberam dinheiro e bens em troca de seu voto.

Um total de 10 mil postos eleitorais foram espalhados por todo o país.

A comissão eleitoral do país não permitiu o monitoramento da votação nem por fiscais internacionais nem por organizações não-governamentais egípcias.

Primeira campanha

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, já está há quase 24 anos no poder e chega agora ao fim de seu quarto mandato tendo que fazer campanha pela primeira vez na vida.

Analistas são unânimes em dizer que é praticamente certa a vitória do presidente.

Depois de mais de duas décadas de um governo centralizador respaldado de leis de emergência (que limitam a liberdade de expressão e de atividade política) não há figuras nacionais em condições de enfrentar Mubarak.

Os grupos islâmicos – em especial a forte Irmandade Islâmica - ainda teriam melhores chances, mas foram barrados das eleições porque não têm autorização para formar partidos políticos.

E a maioria dos partidos de oposição decidiu boicotar as eleições argumentando que o sistema está todo montado para garantir a vitória do governo.

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