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Egípcios votam em meio a denúncias de fraude | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira eleição multipartidária na história do Egito está sendo marcada por denúncias de fraudes e irregularidades. Um total de nove candidatos concorrem contra o atual presidente do país, Hosni Mubarak, que é o franco favorito para vencer o pleito. De acordo com relatos, diversos eleitores foram levados de ônibus a postos de votação e instruídos a votar em Mubarak. Um dos candidatos de oposição, Ayman Nour, afirmou que eleitores foram subornados para votar no atual presidente. Um porta-voz da comissão eleitoral do país, Osama Atawaya, defendeu a lisura do processo eleitoral e previu que o comparecimento às urnas será grande. Durante esta quarta-feira à tarde, manifestantes de oposição organizaram uma passeata no centro de Cairo pedindo o boicote da votação. Eles gritvam slogans como "Não à Corrupção" e "Não a Mubarak". Testemunhas teriam dito à agência de notícias Reuters que ativistas pró-Mubarak em trajes civis rasgaram cartazes e bateram em manifestantes. De acordo com membros da oposição, os ativistas eram funcionários das forças de segurança do país. Há também relatos de que pesoas foram autorizadas a votar mesmo sem apresentar cédula de eleitor, que outras não foram marcadas com tinta indelével após terem votado e ainda outras receberam dinheiro e bens em troca de seu voto. Um total de 10 mil postos eleitorais foram espalhados por todo o país. A comissão eleitoral do país não permitiu o monitoramento da votação nem por fiscais internacionais nem por organizações não-governamentais egípcias. Primeira campanha O presidente do Egito, Hosni Mubarak, já está há quase 24 anos no poder e chega agora ao fim de seu quarto mandato tendo que fazer campanha pela primeira vez na vida. Analistas são unânimes em dizer que é praticamente certa a vitória do presidente. Depois de mais de duas décadas de um governo centralizador respaldado de leis de emergência (que limitam a liberdade de expressão e de atividade política) não há figuras nacionais em condições de enfrentar Mubarak. Os grupos islâmicos – em especial a forte Irmandade Islâmica - ainda teriam melhores chances, mas foram barrados das eleições porque não têm autorização para formar partidos políticos. E a maioria dos partidos de oposição decidiu boicotar as eleições argumentando que o sistema está todo montado para garantir a vitória do governo. |
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