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Projeto de nova Constituição é assinado no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após três prazos não cumpridos e ainda sem uma aprovação unânime, os membros do comitê a cargo da finalização do projeto da nova Constituição do Iraque assinaram neste domingo a versão final do texto. A maioria dos membros do comitê aprovou o projeto, mas as negociações de última hora não foram suficientes para convencer os representantes árabes sunitas a dar seu apoio ao texto. O documento deve seguir agora para o Parlamento para ser formalmente aprovado, no que é considerado apenas uma formalidade. Mas a entrada em vigor da nova Carta depende ainda de sua aprovação em um referendo previsto para outubro. Porém se a oposição dos sunitas não for vencida até lá, é improvável que o projeto receba a aprovação necessária na votação. Estabilidade política Os EUA esperavam que a aprovação da nova Constituição e a posterior realização de eleições parlamentares, previstas para dezembro, pudesse trazer estabilidade política ao país e a redução da violência, permitindo o início da retirada das tropas estrangeiras. Negociadores xiitas e curdos, que são a maioria absoluta no Parlamento, concordaram com o esboço, mas representantes árabes sunitas ainda pediam mudanças no texto. No sábado, o embaixador americano no Iraque, Zalmav Khalilzad, encontrou líderes sunitas para tentar persuadi-los a aceitar as concessões feitas anteriormente por xiitas e curdos, mas não teve sucesso. Os sunitas mantêm sua oposição às propostas de excluir antigos membros do partido Baath, de Saddam Hussein, de cargos públicos e aos planos de implementar um federalismo com mais autonomia aos xiitas ao sul do país. |
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