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Atualizado às: 27 de agosto, 2005 - 23h44 GMT (20h44 Brasília)
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EUA intercedem pela aprovação da Carta iraquiana
Zalmay Khalilzad (esquerda) e Hajim al-Hassani
Hassani (direita) disse que o texto revisado será votado neste domingo
O embaixador americano no Iraque, Zalmay Khalilzad, se reuniu neste sábado com alguns dos principais negociadores da nova Constituição do país para buscar um acordo para a sua aprovação.

Ele se encontrou com lideranças sunitas, o presidente do Parlamento iraquiano, Hajim al-Hassani e representantes xiitas.

Khalilzad deseja que os sunitas aceitem as concessões propostas pelos xiitas e curdos antes que a Constituição seja submetida a votação no Parlamento neste domingo.

Antes do encontro com o americano, entretanto, o líder sunita Sadoun al-Zubaidi declarou que uma votação parlamentar a esta altura seria injusta e pouco democrática.

Essencial

Os principais pontos de discórdia entre os sunitas (que são minoria tanto no Parlamento como no próprio Iraque) e os xiitas e curdos são o federalismo, a cassação dos direitos políticos de antigos integrantes do partido de Saddam Hussein e a forma de divisão dos recursos petrolíferos e hidráulicos.

As perspectivas de um acordo final parecem remotas. O negociador-chefe sunita, Saleh al-Mutlaq, classificou o texto como perigoso para o Iraque.

Ele disse que os negociadores já haviam feito todo o possível e que agora competia ao povo iraquiano decidir se aprova ou não a Constituição no referendo marcado para outubro.

O impasse nas discussões sobre a Constituição já levou o Parlamento iraquiano a perder três prazos para sua finalização nas últimas duas semanas.

A conclusão da nova Carta é considerada pelas autoridades iraquianas e americanas como essencial para garantir a estabilidade no país no longo prazo.

Libertação

As forças americanas no Iraque anunciaram no sábado a libertação de cerca de mil prisioneiros, a pedido do governo iraquiano, da prisão de Abu Ghraib, em Bagdá. Esta foi a maior libertação de prisioneiros desde o início da guerra, em 2003.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jonathan Charles, a libertação dos prisioneiros pode ser interpretada como um gesto de boa vontade das autoridades para com os sunitas para tentar criar uma "atmosfera apropriada" para tirar do impasse as negociações sobre a nova Constituição.

Segundo o comando militar americano, os prisioneiros foram libertados entre os dias 24 e 27 de agosto e representam diferentes comunidades iraquianas, não somente sunitas.

De acordo com o comunicado, os prisioneiros libertados não eram acusados de crimes graves como ataques a bomba, assassinato, tortura ou seqüestro e renunciaram à violência.

A prisão de Abu Ghraib ganhou notoriedade no ano passado por ser o palco dos maus-tratos a prisioneiros iraquianos por parte de soldados americanos revelados em imagens divulgadas pela imprensa.

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