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Atualizado às: 22 de agosto, 2005 - 12h38 GMT (09h38 Brasília)
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Onze reféns paquistaneses são libertados no Iraque
Soldado ferido em ataque em Bagdá
Ataques de insurgentes no Iraque são quase cotidianos
Onze reféns paquistaneses que trabalhavam para uma companhia do Kuwait no Iraque foram libertados, disse o porta-voz do Ministério do Exterior do Paquistão, Mohammed Naeem Khan, nesta segunda-feira.

Os trabalhadores da construção civil foram seqüestrados por um grupo não identificado perto de Nasiriyah quando era transportado para a capital iraquiana, Bagdá.

Mais de 150 estrangeiros - inclusive um brasileiro - foram tomados como reféns no Iraque nos últimos doze meses.

Segundo Khan, os paquistaneses foram levados para Basra, no sul do Iraque, e devem ser levados para o Kuwait dentro "das próximas 24 horas".

Delegacia

A polícia do Iraque disse que oito policiais e dois civis foram mortos a tiros por homens armados não identificados na cidade de Tarmiyah, no norte de Bagdá.

Há notícia de que as vítimas haviam deixado uma delegacia vestindo roupas civis, mas o microonibus em que viajavam foi seguido por vários veículos que transportavam os atiradores, que abriram fogo.

Em outro ataque, o chefe do combate ao terror na cidade de Kirkuk, no norte do país, Ibrahim Saeed, e sua mulher foram mortos a tiros.

Petróleo

O Iraque suspendeu nesta segunda-feira suas exportações de petróleo produzido no sul do país por causa de um grande apagão.

As primeiras informações são de que a interrupção do fornecimento de energia foi causada por um ato de sabotagem na infraestrutura geradora de eletricidade na região central do país.

Laith Kubba , um porta-voz do governo, disse que os reparos já foram iniciados.

A maior parte das exportações de petróleo do Iraque é feita através de dois terminais no sul do país – em Basra e Khor Al-Amaya.

As exportações dos campos petrolíferos vêm sendo interrompidas regularmente por ataques nos oleodutos.

Constituição

A exportação de petróleo é um dos pontos controvertidos entre sunitas, xiitas e curdos do Iraque que tentam chegar a um acordo sobre a Constituição do país, cujo prazo para apresentação ao Parlamento vence nesta segunda-feira.

Representantes da comissão que redige o documento estudam a possibilidade de adiar o prazo novamente, por mais uma semana, ou até mesmo dissolver o Parlamento.

O prazo inicial venceu na última segunda-feira, mas foi estendido por causa do impasse.

Outros pontos que têm gerado polêmica são o federalismo e o papel do Islã no país.

"Se o texto não for entregue à Assembléia Nacional até o prazo, uma das opções é estendê-lo novamente", disse o porta-voz Leith Kubba.

"Ou... a Assembléia Nacional é dissolvida e o governo passa a ocupar um mandato tampão."

Como não parece haver apetite para novas eleições tão cedo no país, a solução mais provável é que o prazo seja estendido mais uma vez.

Os Estados Unidos lideram a campanha para que a Constituição seja concluída, considerando a carta mais um passo para a estabilização do Iraque.

Mas enquanto as negociações continuam, um dos líderes sunitas que ajudam a elaborar o documento acusou os Estados Unidos de pressionar o Iraque.

"Os americanos querem que a Constituição seja apresentada dentro do prazo, mas os iraquianos sabem que ela não está pronta", disse Saleh Mutlak.

As divergências entre os três principais grupos estão diminuindo, mas não o suficiente para que eles cheguem a um acordo sobre a redação final do texto.

Os sunitas continuam rejeitando a proposta de maior autonomia para os curdos no norte do país, ou para os xiitas, no sul, temendo que ela afete sua participação nos lucros com a exploração do petróleo nas regiões.

O rascunho da Constituição preparado pela comissão seria submetido à aprovação em um referendo marcado para outubro.

Se for aprovado, serão realizadas novas eleições - provavelmente em dezembro –para um novo Parlamento que cumpriria seu mandato já sob os termos da Carta.

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