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Esboço de Carta no Iraque pode adiar questões polêmicas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Para cumprir o prazo previsto de entrega de um esboço da nova Constituição ao Parlamento – segunda-feira à noite –, políticos iraquianos dizem que algumas questões polêmicas podem ser adiadas. Saleh Mutlaq, um sunita que faz parte do comitê que está discutindo a nova Carta, disse no sábado que no ponto em que a discussão está agora “alguns temas devem ser adiados” para que se chegue a um documento comum. O presidente do país e um dos políticos mais empenhados na realização de um texto consensual, Jalal Talabani, também admitiu no sábado que algumas questões continuam sem solução, no entanto voltou a dizer que um acordo geral pode ser alcançado no prazo. “Amanhã estaremos prontos”, disse ele a repórteres em uma entrevista coletiva no sábado. Entre os pontos em debate estão o grau de influência da religião na formulação de leis, a distribuição dos recursos do Estado – especialmente os gerados pelo petróleo – e a possível criação de um território autônomo para os xiitas no sul do país. Bush A conclusão da Constituição iraquiana é considerada fundamental pelos Estados Unidos para reduzir a tensão e enfraquecer a insurgência no país, permitindo ao Iraque se tornar auto-suficiente. No seu rancho no Texas, onde passa férias, o presidente George W. Bush disse estar trabalhando com a idéia de que a Constituição estará pronta na segunda-feira. Após a redação da Constituição e sua eventual aprovação em um referendo previsto para outubro, devem ser realizadas novas eleições parlamentares. Espera-se que um governo formado após as novas eleições tenha mais legitimidade e permita a retirada gradual das tropas estrangeiras. Isso explicaria a pressão dos Estados Unidos para que a Constituição seja concluída no prazo. |
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