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Autonomia para xiitas e petróleo atrapalham redação de Carta no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com o prazo de 15 de agosto para a redação da nova Constituição do Iraque se aproximando, pelo menos dois elementos que devem ser abordados na Carta estão atrapalhando um consenso dos parlamentares iraquianos: a distribuição dos recursos gerados pelo petróleo e a possível criação de um território autônomo para os xiitas no sul do país. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Mike Woolridge, é difícil imaginar que um acordo sobre esses temas possa ser conseguido até o fim do prazo, na segunda-feira. Um porta-voz presidencial iraquiano disse à agência Associated Press que os grupos envolvidos nas discussões precisam fazer concessões para poder chegar a um acordo. Nesta sexta-feira, líderes árabes sunitas rejeitaram o pedido xiita para o estabelecimento de uma federação com autonomias regionais, alegando que a proposta poderia dividir o país entre as diferentes religiões e etnias. O estabelecimento de uma federação com autonomias teria um impacto na forma como a renda gerada pelo petróleo é dividida entre as regiões do país. Bush A conclusão da Constituição iraquiana é considerada fundamental pelos Estados Unidos para reduzir a tensão e enfraquecer a insurgência no país, permitindo ao Iraque se tornar auto-suficiente. No seu rancho no Texas, onde passa férias, o presidente George W. Bush disse estar trabalhando com a idéia de que a Constituição estará pronta na segunda-feira. Após a redação da Constituição e sua eventual aprovação em um referendo previsto para outubro, devem ser realizadas novas eleições parlamentares. Espera-se que um governo formado após as novas eleições tenha mais legitimidade e permita a retirada gradual das tropas estrangeiras. Isso explicaria a pressão dos Estados Unidos para que a Constituição seja concluída no prazo. Violência A polícia da cidade de Mosul, ao norte do Iraque, disse na sexta-feira ter matado em uma emboscada um aliado do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi. Também na sexta-feira um helicóptero Apache americano caiu em Kirkuk, ferindo seus dois tripulantes, segundo o Exército dos EUA. A causa do incidente não foi esclarecida de imediato. O número de militares americanos que morreram no Iraque desde o início do envolvimento militar dos Estados Unidos no país, em 2003, chegou a 1.840 nesta semana. |
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