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Iraque adia prazo para proposta da Constituição | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O prazo para a entrega de uma proposta para a Constituição iraquiana foi estendido em uma semana nesta segunda-feira depois que diferentes grupos étnicos do país não conseguiram resolver todas as suas divergências. O adiamento, que já era especulado, foi formalizado depois que o Parlamento concordou em dar mais tempo para os negociadores se entenderem em questões como se o Iraque deve ou não ser uma federação, o papel dos clérigos islâmicos e do Islamismo de uma forma geral no Estado iraquiano. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que o adiamento está de "total acordo" com as leis que regem a transição política no país. Rice disse ainda que, apesar do atraso, as negociações sobre a Constituição, que ela definiu como "o documento mais importante da história do Iraque" – mostram o compromisso dos iraquianos com a democracia. "Iraquianos de todo o espectro - sunitas, xiitas, curdos e outros – estão fazendo progressos substanciais na sua Constituição, incluindo em muitas das questões mais difíceis que enfrentam", afirmou a secretária de Estado. 20 minutos antes A maioria de três quartos dos votos necessária para aprovar a extensão do prazo foi alcançada às 23h40 do horário local, ou seja, 20 minutos antes do fim do prazo inicial. "Nós não fomos capazes, apesar de todos os esforços, de alcançar soluções que satisfizessem a todos", afirmou o presidente do Parlamento, Hajm al-Hasani, durante a sessão parlamentar especial. A Constituição precisa ser aprovada pela Assembléia Nacional antes de ser submetida a um referendo nacional em outubro. O ministro curdo Barhem Saleh disse à TV al-Arabiya TV que se um acordo não for alcançado até a semana que vem, o Parlamento terá de ser dissolvido e novas eleições convocadas. Unidos, xiitas e curdos têm maioria na Assembléia e, portanto, poderiam aprovar o documento. Eles querem evitar isso, no entanto, porque temem as consequências de alienar ainda mais os sunitas. Um dos pontos dos quais os sunitas não abrem mão é de que o Iraque seja uma federação. "(Federalismo) é uma linha vermelha no que concerne a unidade di Iraque e nós não vamos barganhar nisso", afirmou o negociador sunita Saleh Mutlaq. A conclusão da Constituição iraquiana é considerada fundamental pelos Estados Unidos para reduzir a tensão e enfraquecer a insurgência no país, permitindo ao Iraque se tornar auto-suficiente. Após a redação da Constituição e sua eventual aprovação no referendo previsto para outubro, devem ser realizadas novas eleições parlamentares. Espera-se que um governo formado após as novas eleições tenha mais legitimidade e permita a retirada gradual das tropas estrangeiras. Isso explicaria o interesse – ou pressão, na visão de outros – dos Estados Unidos para que a Constituição seja concluída no prazo. |
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