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Itália quer expulsar seis suspeitos de extremismo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Itália está se preparando para expulsar seis pessoas do país usando a nova legislação antiterror. O Ministério do Interior da Itália disse nesta sexta-feira que as seis pessoas, que vivem em cidades do norte da Itália, estão envolvidas com movimentos extremistas islâmicos. Meios de comunicação italianos dizem que pelo menos um deles é um clérigo islâmico. Os nomes ainda não foram revelados mas o correspondente da BBC em Roma, David Willey, apurou que eles são originários de Argélia, Tunísia e Egito. As novas leis antiterror que entraram em vigor neste mês permitem que se recorra contra a decisão de expulsão num prazo de dois meses depois da expedição da ordem. Mas a pessoa cuja expulsão foi ordenada tem que deixar o país enquanto seu recurso está sendo analisado. Depois dos atentados a bomba de julho em Londres, a polícia italiana realizou uma grande operação para verificar a identidade de 400 suspeitos e deu buscas em mais de 200 endereços, inclusive mesquitas. Radical Dez estrangeiros considerados pelo governo britânico como uma ameaça à segurança nacional, entre eles o clérigo radical jordaniano Abu Qatada, foram detidos na quinta-feira na Grã-Bretanha. O governo confirmou que as dez pessoas ficarão detidas à espera de um processo de deportação. A identidade dos dez não foi confirmada oficialmente. Entre os detidos há jordanianos, libaneses, argelinos e outros cidadãos de países do norte da África. O governo vem negociando com dez países para conseguir garantias de que eventuais deportados não sejam maltratados por seus países de origem. De acordo com a legislação de Direitos Humanos, a Grã-Bretanha não pode deportar ninguém para um país no qual essas pessoas possam sofrer perseguições. O governo anunciou ter chegado a um acordo oficial com a Jordânia que teria um "mecanismo independente" para monitorar o tratamento dado aos deportados. Recurso Mas grupos de defesa dos direitos humanos não estão convencidos de que países como a Jordânia sejam seguros. "É preciso mais do que um pedaço de papel para me convencer de que a Jordânia e alguns desses outros possíveis regimes do norte da África e do Oriente Médio se tornem seguros de repente", disse Shami Chakrabarti, diretora do grupo de direitos humanos Liberty. Mike Blakemore, da Anistia Internacional, disse que as garantias que o governo estava tentando obter "não valem o papel no qual foram escritas". O Partido Conservador apoiou a posição do governo trabalhista. O Partido Liberal-Democrata disse preferir que os detidos sejam processados na Grã-Bretanha em lugar de serem deportados aos seus países de origem. A correspondente da BBC para questões de Justiça, Jane Hughes, disse que as equipes de defesa dos dez detidos devem apelar contra a deportação. "Não devemos esperar que alguém seja realmente deportado nos próximos meses", disse ela. As detenções ocorreram dias após o governo considerar projetos para estabelecer um banco de dados sobre extremistas internacionais. O sistema permitiria que clérigos radicais e outros extremistas sejam barrados antes de entrar na Grã-Bretanha. |
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