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Atualizado às: 18 de julho, 2005 - 18h47 GMT (15h47 Brasília)
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Governo britânico e oposição fazem acordo para 'pacote antiterror'
O ministro da Justiça, Charles Clarke
O pacote ganhou força após os atentados de 7 de julho
Representantes do governo da Grã-Bretanha e de partidos de oposição chegaram a um acordo nesta segunda-feira para introduzir uma legislação antiterrorismo mais dura no país.

A nova legislação poderá considerar crime quem treina militantes extremistas ou descreve homens-bomba como mártires, e deverá ser apresentada ao Parlamento britânico em outubro.

Depois de se reunir com David Davis, do Partido Conservador, e Mark Oaten, do Partido Liberal Democrata, o ministro da Justiça, Charles Clarke, disse que não há grandes divergências entre eles sobre o assunto.

"A principal mensagem de hoje é que há uma determinação de todos nós em fazer leis antiterror", afirmou Clarke.

Mártir

Segundo o repórter da BBC James Landale, Davis quis saber mais sobre o uso de escuta telefônica como evidência nos tribunais, enquanto Oaten estaria preocupado em entender como será definido se uma ação incentiva práticas extremistas.

O "pacote antiterrorismo" ganhou força depois dos ataques com bombas em Londres que deixaram um saldo de mais de 50 mortos e centenas de feridos, mas o governo salientou que a nova legislação já havia sido apresentada antes dos atentados.

Pela nova lei, será considerado crime "prover ou receber treinamento no uso de substâncias perigosas e em outros métodos ou técnicas para objetivos terroristas".

Outra proposta inclui tornar ilegal o "estímulo indireto a atos de terrorismo" ao "glorificar" homens-bomba, descrevendo-os como mártires.

Incentivar o terrorismo já é considerado crime nas atuais leis, mas não de forma indireta.

Shami Chakrabarti, diretora do grupo britânico de defesa aos direitos humanos, Liberty, disse que a ONG não se opõe a propostas de legislação que permitam "processar quem treina terroristas ou quem recebe treinamento terrorista".

Chakrabarti acrescentou que "não há dúvidas de que é um crime" estimular atos de terrorismo, mas afirmou estar preocupada com a proposta de tornar ilegal o incentivo indireto a atos de terror.

"Estou preocupada que estímulo indireto possa ser uma cobertura para, na verdade, criminalizar comentários sobre terrorismo ou as causas do terrorismo. Esse tipo de discussão não deve ser criminalizada. Isso tornaria as coisas piores."

A negociação ocorre no dia em que o Conselho de Pesquisa Econômica e Social e pelo Real Instituto de Assuntos Internacionais, que goza de grande respeitabilidade no país, divulgam relatório dizendo que a Grã-Bretanha ficou mais vulnerável a ataques depois de ter apoiado militarmente os Estados Unidos na invasão do Iraque e do Afeganistão.

O relatório diz ainda que a invasão estimulou o recrutamento e a arrecadação de fundos da organização extremista Al-Qaeda.

Nesta segunda-feira, líderes islâmicos na Grã-Bretanha apresentaram uma fatwa (decreto religioso) condenando os atentados a bomba do dia 7 de julho em Londres.

O documento foi assinado por 500 estudiosos muçulmanos em várias partes do país.

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