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Líderes islâmicos condenam ataques em Londres | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da comunidade muçulmana na Grã-Bretanha condenaram nesta sexta-feira os atentados a Londres na semana passada como "completamente criminosos, totalmente repreensíveis e absolutamente não-islâmicos". A condenação foi expressa numa declaração assinada por 22 líderes da religião que se reuniram no Centro Cultural Islâmico, em Londres. "O Alcorão declara claramente que a morte de uma pessoa inocente é equivalente à morte de toda a humanidade e igualmente salvar uma única vida é como salvar a vida de toda a humanidade", afirma o comunicado, acrescentando que os responsáveis pelos ataques não devem ser vistos como mártires. "A perseguição da justiça para as vítimas dos ataques da semana passada é uma obrigação sob a fé do Islã." A família de um supostos militantes suicidas que participaram do ataque, Hasib Mir Hussain, de 18 anos, disse estar "arrasada" com a notícia do seu envolvimento. Imagens feitas pelas câmaras de circuito fechado de TV na estação de trem de Luton (cidade ao norte de Londres) mostram Hussain carregando uma mochila ao embarcar a caminho de Londres na manhã do dia dos atentados. Prisão no Egito Em outro desdobramento das investigações, a polícia egípcia prendeu o químico egípcio Magdi Mahmoud al-Nashar, de 33 anos. Mahmoud al-Nashar não foi formalmente acusado pela polícia britânica. Ainda nesta sexta-feira, o chefe do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha, Iqbal Sacranie, disse que queria "passos concretos" para assegurar que a tragédia da semana passada não se repetirá. "A comunidade em todo o país condena tais atividades mas, além disso, o que estamos fazendo?", disse Sacranie. O comissário da polícia metropolitana de Londres, Ian Blair ,encontrou-se nesta sexta com líderes muçulmanos e disse que a polícia vai trabalhar com a comunidade. Sacranie teria se encontrado com os parentes de um dos militantes suicidas, "Eles estão todos em estado de choque, como nós estamos", disse o líder islâmico. A polícia agora está voltando a sua atenção para aqueles que podem ter ajudado os militantes a executar os ataques, que mataram 54 pessoas, incluindo pelo menos três dos militantes suicidas. Eles já sabem que três dos responsáveis eram do oeste da região de York - Hussain, de Holbeck, Leeds; Shehzad Tanweer, 22, de Beeston, Leeds, e Mohammad Sidique Khan, 30, de Dewsbury - e estão fazendo buscas em suas casas. Também está sendo revistada a casa de um homem suspeito de ser o quarto autor dos ataques. Nascido na Jamaica, Lindsey Germaine morava em Aylesbury, Buckinghamshire. |
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