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Irã não vai ceder, diz negociador nuclear do país | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O negociador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Cyrus Nasseri, disse que o seu país não vai ceder à pressão para suspender seu programa nuclear. Nasseri comentou a aprovação, nesta quinta-feira, de uma resolução pela AIEA pedindo que o governo iraniano suspenda o programa, que foi retomado no início desta semana. O governo iraniano nega a intenção de produzir armas e defende seu direito de dominar a tecnologia para a produção de combustível nuclear. "É evidente que o motivo (da resolução) é para pressionar. Felizmente, o Irã não vai ceder. O Irã será produtor e fornecedor de combustível nuclear em uma década", afirmou Nasseri, de acordo com a agência de notícias France Presse. Diálogo Um diplomata envolvido nas negociações disse à agência de notícias Reuters que a resolução, elaborada por França, Grã-Bretanha e Alemanha, demonstra uma "séria preocupação" com o reinício do programa nuclear iraniano. O documento, porém, não prevê que o caso do Irã seja levado neste momento ao Conselho de Segurança da ONU, que tem poder para impor sanções. A remoção dos lacres remanescentes na usina nuclear de Isfahan foi realizada nesta quarta-feira na presença dos inspetores da AIEA, que embora não quisesse que o Irã retomasse seu programa nuclear, aceitou inspecionar a reabertura do complexo. Em novembro do ano passado, partes importantes da usina haviam sido lacradas por inspetores da ONU depois que o Irã concordou em parar o processo de enriquecimento de urânio. Na segunda-feira, o país já havia retomado as atividades em partes da planta consideradas menos sensíveis. Mas, nesta quarta-feira, as autoridades resolveram colocar a planta em pleno funcionamento. |
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