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Irã ignora ameaças e retoma atividade nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã afirmou nesta segunda-feira ter reiniciado os trabalhos em sua usina de conversão de urânio de Isfahan. O anúncio foi feito por Mohammad Saeedi, vice-diretor da Organização de Energia Atômica do Irã. Ele disse que as atividades recomeçaram sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que instalou câmeras de vigilância na usina. Os anúncios acontecem um dia antes de uma reunião de emergência da direção da AIEA nesta terça-feira, que foi convocada por três países europeus depois de as conversas com Teerã terem chegado a um impasse. Endurecimento de posição O Irã insiste em seu direito de realizar atividades nucleares para fins pacíficos, enquanto que a União Européia tenta convencer o país a não reiniciar os trabalhos, que os europeus acreditam ter fins militares. Os trabalhos na planta de Isfahan tinham sido suspendidos em novembro de 2004 e os Estados Unidos e a União Européia ameaçaram levar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU caso eles fossem retomados. A medida pode levar a sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança. No que foi considerado um endurecimento de sua posição, Teerã afirmou que vai trocar o principal negociador do país sobre o programa nuclear, Hassan Rohani, por Ali Larijani, um conservador que tem ligações estreitas com o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. A indicação foi feita pelo presidente conservador Mahmoud Ahmedinejad, dois dias depois de ele tomar posse. |
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