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Afegãos presos em Guantánamo serão devolvidos ao país | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos e o Afeganistão anunciaram nesta quinta-feira que prisioneiros afegãos mantidos na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, devem voltar ao Afeganistão. Autoridades dos dois países disseram que a transferência será gradual e não divulgaram a data para o início da operação. Os dois países ainda disseram que a decisão faz parte de uma estratégia de longo prazo acordada durante a visita do presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, aos Estados Unidos em maio. Segundo o acordo, os Estados Unidos vão ajudar com o treinamento e infra-estrutura para assegurar que o retorno dos prisioneiros não seja uma ameaça aos Afeganistão e às forças estrangeiras que estão no país. Números Não se sabe ao certo quantos são os afegãos detidos em Guantánamo, mas acredita-se que eles sejam um dos maiores grupos no local – cerca de 180 pessoas. A maioria deles teria sido presa durante a invasão americana ao Afeganistão em 2001. Dois afegãos que foram soltos de Guantánamo no mês passado disseram que muitos prisioneiros estavam fazendo greve de fome. Mais de 500 pessoas estão presas atualmente na base de Guantánamo, das quais apenas quatro foram formalmente acusadas até agora. A greve de fome seria para protestar contra a detenção prolongada sem que os prisioneiros tenham sido indiciados e também contra o que eles alegam ser maus-tratos por parte dos militares americanos. |
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