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Afegão acusado de tortura recebe 20 anos de prisão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Faryadi Zardad, ex-comandante de uma milícia afegã, foi condenado a 20 anos de prisão por uma corte britânica, que o julgou culpado de tortura e seqüestros no Afeganistão. A condenação de Faryadi Zardad, de 41 anos, na Grã-Bretanha, é a primeira de um cidadão afegão que cometeu crimes em sua terra natal e onde as testemunhas deram depoimento por videoconferência. O juiz que deu a sentença recomendou que Zardad seja deportado depois de cumprir a pena. Zardad nega as acusações, mas os promotores disseram que ele e seus seguidores aterrorizaram civis que ficaram sob seu controle no Afeganistão. Cruéis Zardad, morador do bairro de Streatham, no sul de Londres, foi condenado por ataques que comandou a postos de fiscalização no Afeganistão entre 1991 e 1996. O procurador-geral da Grã-Bretanha, Lord Goldsmith, disse que é incomum levar casos como esse a julgamento na Grã-Bretanha, quando os acusados ou as vítimas não são britânicos. No entanto, ele disse que alguns crimes são tão atrozes que eles podem ser julgados em qualquer país. A Justiça britânica considerou Zardad culpado depois de ouvir depoimentos sobre vários casos, com relatos de execuções sumárias e tomada de reféns, num julgamento que durou sete semanas. Esse foi o segundo julgamento de Zardad. No primeiro, em 2004, o júri não conseguiu chegar a um veredicto. |
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