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Grupo apresenta evidência de seqüestro no Afeganistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo militante islâmico que afirma ter seqüestrado três funcionários da ONU em Cabul, no Afeganistão, apresentaram pela primeira vez evidência de ter os reféns em seu poder. Um porta-voz para o grupo, denominado Exército de Muçulmanos, divulgou o número de dois cartões de crédito. Autoridades confirmaram que um dos cartões pertence a um dos reféns. Elas ainda estão checando o segundo número. Os três funcionários da ONU - Shqipe Habibi, um albanês de Kosovo, Annetta Flanigan, com nacionalidade britânica e irlandesa, e Angelito Nayan, um diplomata filipino - foram seqüestrados em Cabul na quinta-feira. Os seqüestradores exigem a libertação de todos os prisioneiros afegãos e a retirada das forças americanas e de outros países do Afeganistão. O correspondente da BBC em Cabul diz que essa é a mais clara indicação até agora de que o grupo Exército de Muçulmanos - que teria ligações com o Talebã - está envolvido em seqüestros. Detidos Mais cedo neste sábado sete suspeitos foram presos e interrogados a respeito do seqüestro.
Três dos sete detidos estavam armados e usavam uniformes, mas não pertencem ao Exército nem à polícia, segundo o ministério do Interior. Os três funcionários da ONU trabalham para uma comissão que está acompanhando a contagem dos votos do pleito realizado em 9 de outubro. Tropas fortemente armadas montaram bloqueios nas ruas da capital afegã e helicópteros Apache da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, em inglês), liderada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão realizando buscas aéreas. O presidente afegão, Hamid Karzai, condenou o seqüestro como um ato criminoso. Temor Não está claro se os reféns foram seqüestrados por conta de suas ligações com o processo eleitoral ou por serem estrangeiros. Agências de ajuda humanitária e embaixadas estão revendo o seu esquema de segurança em Cabul e ao redor do país. Esse é o primeiro seqüestro de estrangeiros no Afeganistão. Funcionários da ONU receberam ordens para voltar para os seus escritórios e permenecer lá até que outra decisão seja tomada. Observadores dizem que há agora o receito de que trabalhadores de organizações internacionais e de ajuda humanitária se tornem alvo no Afeganistão da mesma forma que tem ocorrido no Iraque. |
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