|
Corte britânica condena afegão por liderar tortura | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um líder tribal afegão foi considerado culpado por uma corte britânica por tortura e sequestros no Afeganistão. A condenação de Faryadi Zardad, de 41 anos e morador do bairro de Streatham, no sul de Londres, é considerada a primeira a ser dada a um cidadão afegão por crimes cometidos em sua terra natal e onde as testemunhas deram depoimento por videoconferência. Zardad foi condenado em um segundo julgamento devido aos ataques que ele realizou em postos de fiscalização no Afeganistão entre 1991 e 1996. O líder tribal afegão, que nega todas as acusações, deve ser sentenciado na terça-feira. Investigação Zardad foi encontrado vivendo no sul de Londres por uma reportagem do programa Newsnight da BBC. Depois de ser visto por parlamentares britânicos, o programa foi exibido para autoridades da agência anti-terrorismo. Em seguida foi realizada uma longa investigação da polícia, na Grã-Bretanha e Afeganistão e casos na Justiça, num custo total de pelo menos 3 milhões de libras (cerca de R$ 12 milhões). A Justiça britânica considerou Zardad culpado depois de ouvir depoimentos sobre vários incidentes em que foram relatados execuções sumárias e tomada de reféns, num julgamento que durou sete semanas. Zardad foi a julgamento por uma segunda vez depois que o júri em seu primeiro julgamento, em 2004, não conseguiu chegar a um veredicto. Um dos desafios jurídicos foi mostrar que mesmo que Zardad não tenha, necessariamente, torturado alguém pessoalmente, ele ainda é responsável por ser o líder dos homens que administraram a tortura. Nos dois julgamentos as testemunhas afegãs deram seus depoimentos por meio de videoconferência, transmitida para a corte em Londres direto da embaixada britânica na capital afegã, Cabul. Segundo o Serviços de Promotoria Real esta foi a primeira vez no mundo em que crimes como tortura e tomada de reféns foram julgados em circunstâncias como esta. "É ainda mais raro para uma corte britânica julgar um caso em que o réu e as testemunhas não são britânicos", declarou a Promotoria Real em uma declaração. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||