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Rei saudita é enterrado em Riad | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O rei Fahd, da Arábia Saudita, foi sepultado de acordo com os costumes religiosos do país em um túmulo sem o seu nome em um cemitério público no centro da capital, Riad, nesta terça-feira. Os homens em posição mais elevada dentro da família real saudita compareceram a uma breve cerimônia privada, presidida pelo meio-irmão do rei Fahd, o recém-proclamado rei Abdullah Bin Abdul Aziz. Mais cedo, chefes de Estado do mundo islâmico, o novo rei e centenas de membros da família real saudita participaram de uma solenidade na grande mesquita de Riad, e fizeram preces diante do corpo do monarca morto. O rei Fahd, cuja morte foi anunciada na segunda-feira, governou o reino por 23 anos. Entre os representantes de governos estrangeiros que devem prestar suas homenagens ao rei ainda nesta terça-feira estão o presidente da França, Jacques Chirac, o príncipe Charles, da Grã-Bretanha, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Nesta quarta-feira, uma outra cerimônia confirmou oficialmente o príncipe Abdullah como novo rei do país. Abdullah já era o governante de fato desde que o monarca sofreu um derrame em 1995. O ministro da Defesa, príncipe Sultan, é o próximo na linha sucessória após Abdullah e foi nomeado príncipe herdeiro. Relação com os EUA Durante o tempo em que comandou o maior produtor de petróleo do mundo, Fahd promoveu uma aproximação com os Estados Unidos. Ele provocou a ira de muitos no mundo árabe ao permitir a instalação de uma base militar americana em solo saudita após o Iraque de Saddam Hussein ter invadido o Kuwait, em 1990. A invasão desencadeou a primeira Guerra do Golfo, em 1991. Visto pelos religiosos islâmicos como um liberal ao assumir o trono em junho de 1982, Fahd tentou mudar a sua imagem fazendo concessões ao clero muçulmano conservador. Ao mesmo tempo, o monarca promoveu a modernização da Arábia Saudita, melhorando a infra-estrutura industrial, de transportes e de tecnologia. Durante o seu reinado, grupos extremistas islâmicos que se opõem ao governo da família Saud ganharam força no país. Os grupos foram combatidos pelos agentes de segurança sauditas mas, mesmo assim, foram acusados de participação em atentados no país e no exterior. |
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