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Arábia Saudita anuncia a morte do rei Fahd | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O rei Fahd, da Arábia Saudita, morreu na manhã desta segunda-feira num hospital de Riad, anunciou o governo saudita. Ele será sucedido no trono pelo príncipe Abdullah, seu meio-irmão, que já era o governante de fato desde que monarca sofreu um derrame em 1995. "Com todo o pesar e tristeza, a corte real, no nome de Sua Alteza o príncipe herdeiro Abdullah bin Abdel Aziz e todos os membros da família, anuncia a morte do servo dos dois locais sagrados (Meca e Medina), rei Fahd bin Abdel Aziz", afirmou a corte saudita num comunicado. Há informações desencontradas sobre a idade exata do rei Fahd – segundo alguns relatos, ele havia nascido em 1923 e teria 82 anos. A TV saudita, porém, disse que ele morreu aos 84 anos. A TV estatal interrompeu a sua programação e a substituiu pela leitura de versos do Alcorão. Fahd havia sido internado com infecção pulmonar no final de maio. A causa de sua morte ainda não foi revelada. O ministro da Defesa, príncipe Sultan, é o próximo na linha sucessória após Abdullah e foi nomeado príncipe herdeiro. Relação com os EUA Durante o tempo em que comandou o maior produtor de petróleo do mundo, Fahd promoveu uma aproximação com os Estados Unidos. Ele provocou a ira de muitos no mundo árabe ao permitir a instalação de uma base militar americana em solo saudita após o Iraque de Saddam Hussein ter invadido o Kuwait, em 1990. A invasão desencadeou a primeira Guerra do Golfo, em 1991. Visto pelos religiosos islâmicos como um liberal ao assumir o trono em junho de 1982, Fahd tentou mudar a sua imagem fazendo concessões ao clero muçulmano conservador. Ao mesmo tempo, o monarca promoveu a modernização da Arábia Saudita, melhorando a infra-estrutura industrial, de transportes e de tecnologia. Durante o seu reinado, grupos extremistas islâmicos que se opõem ao governo da família Saud ganharam força no país. Os grupos foram combatidos pelos agentes de segurança sauditas, mas, mesmo assim, foram acusados de participação em atentados no país e no exterior. |
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