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Atualizado às: 21 de julho, 2005 - 02h07 GMT (23h07 Brasília)
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Haiti declara luto por jornalista assassinado
Soldado da ONU no Haiti
Tropas da ONU têm tido dificuldades para manter a ordem no país
O primeiro-ministro interino do Haiti, Gerard Latortue, declarou luto oficial nesta quinta-feira em homenagem ao jornalista e poeta Jacques Roche, assassinado brutalmente no país na semana passada.

O corpo de Roche, um dos jornalistas mais conhecidos do Haiti, foi encontrado em Porto Príncipe amarrado a uma cadeira, queimado, com marcas de tortura e tiros, três dias depois de ele ter sido seqüestrado na capital haitiana.

O jornalista, que tinha 44 anos, será enterrado nesta quinta, mesmo dia em que milhares de haitianos deverão participar de uma marcha em Porto Príncipe para pedir mais segurança no país.

Roche foi a mais recente vítima de uma onda de seqüestros no Haiti. A polícia estima que mais de 450 pessoas tenham sido tomadas reféns desde março.

Pessoas famosas e profissionais da imprensa participaram nesta quarta-feira de um tributo a Roche, que era responsável pela seção de Cultura do jornal Le Matin, apresentava um talk show na TV e fazia comentários esportivos numa rádio local.

Ainda nesta quarta-feira, a polícia interrogou um suspeito de envolvimento na morte do jornalista.

Instabilidade

Correspondentes da BBC dizem que a violência no país está suscitando dúvidas sobre a viabilidade de serem realizadas eleições no final do ano, como está previsto.

As tropas estrangeiras têm tido dificuldade para manter a ordem no Haiti, que no ano passado mergulhou numa crise civil que levou à queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide.

O jornalista foi seqüestrado num domingo de manhã quando dirigia o seu carro na região de Nazon, em Porto Príncipe.

A maioria das abduções no Haiti busca dinheiro e a vítima é normalmente solta depois do pagamento do resgate.

Os colegas de Jacques Roche no jornal Le Matin dizem que os seqüestradores haviam pedido US$ 250 mil pela sua libertação e posteriormente reduziram o valor para US$ 10 mil.

Quando parentes e amigos conseguiram reunir os US$ 10 mil, os seqüestradores teriam pedido os US$ 240 mil restantes.

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