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Berlusconi pede que EUA respeitem soberania da Itália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, exigiu nesta sexta-feira "respeito completo por parte dos Estados Unidos à soberania da Itália", depois de divulgada a informação de que agentes secretos americanos seqüestraram um suspeito de terrorismo em Milão, há dois anos. O recado foi dado durante um encontro entre Berlusconi e o embaixador americano na Itália, Mel Sembler. A Itália nega ter tomado conhecimento da operação que levou o clérigo Osama Mustafa Hassan, de 42 anos, de Milão para ser interrogado no Egito. A Itália emitiu ordem de prisão para 13 supostos agentes da CIA (Central de Inteligência Americana) ligados à operação. Segundo um documento divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, o embaixador americano garantiu a Berlusconi que esse respeito é "total e vai continuar no futuro". Asilo Hassan, conhecido também como Abu Omar, já estava sendo investigado na Itália sob suspeita de envolvimento em terrorismo quando foi capturado pelos americanos. Segundo promotores italianos, a operação fazia parte de uma controversa política anti-terror chamada de "rendição extraordinária". A política envolve o rapto de suspeitos, levando-os a países terceiros sem passarem por uma corte. O ministro do Interior da Itália, Carlo Giovanardi, afirma que o governo desconhecia a operação, mas segundo o jornal americano Washington Post a CIA havia avisado as autoridades italianas do seqüestro. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, caso a operação viesse à tona, nenhum dos dois lados confirmaria envolvimento. Até agora ninguém foi preso e acredita-se que os agentes americanos envolvidos na operação não estejam mais na Itália. Hassan tem status de refugiado na Itália e teria sido seqüestrado em fevereiro de 2003, sendo levado para o Egito. Ele disse a sua família que foi torturado com choques elétricos durante o interrogatório. A polícia italiana afirma ter começado a investigar o incidente quando Hassan ainda estava desaparecido. |
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