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Silvio Berlusconi apresenta novo governo na Itália | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi, apresentou ao presidente do país, Carlo Ciampi, os detalhes sobre o seu novo gabinete. Foram feitas mudanças nos Ministérios das Comunicações, Saúde, Indústria e Cultura. Giulio Tremonti, ex-ministro da Economia e forte aliado de Berlusconi, foi apontado como vice-primeiro-ministro. O líder da Aliança Nacional, Gianfranco Fini, permanece com as funções de ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro. O novo governo do premiê, que havia renunciado há três dias, deve ser empossado neste sábado. Um voto de confiança no novo governo deve ser realizada na próxima semana. Crise A administração de Berlusconi enfrenta a pior crise dos quatro anos de seu governo, após a grande derrota nas urnas sofrida recentemente por sua coalizão. Na quarta-feira, Berlusconi renunciou para formar um novo governo, após dois partidos integrantes de sua coalizão exigirem a mudança de membros da administração. De acordo com a Constituição italiana, um primeiro-ministro deve renunciar se desejar fazer mudanças substanciais em seu gabinete. Na semana passada, o partido União Democrata Cristã (UDC) anunciou que quatro ministros deixariam o gabinete, incluindo o vice-primeiro-ministro, Marco Follini. Berlusconi renunciou ao cargo de primeiro-ministro quando a Aliança Nacional, um dos aliados políticos de Berlusconi, ameaçou fazer o mesmo e deixar o governo. A Aliança Nacional chegou a dizer que a política do governo italiano favorecia o norte do país, região mais próspera e rica e representada na coalizão pela Liga do Norte. Analistas dizem que a formação de um novo governo seria difícil, já que Berlusconi correria o risco de perder o apoio da Liga do Norte se desse mais cargos à Aliança Nacional. Segundo eles, enquanto a Liga do Norte quer que a receita gerada pelo norte seja usada localmente, a Aliança Nacional e a União Democrata Cristã querem que haja um investimento no sul do país, para melhorar a economia da região. O repúdio de boa parte da população à participação italiana na ocupação do Iraque e o lento ritmo de crescimento da economia italiana têm colaborado para reduzir a popularidade do governo. Nenhum governo da Itália conseguiu ficar no poder por cinco anos ininterruptos desde a Segunda Guerra Mundial. |
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