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Berlusconi convoca voto de confiança para quinta-feira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, promoverá um voto de confiança do seu governo nesta quinta-feira. Se ele perder a consulta parlamentar, o governo terá que renunciar, e as eleições gerais, marcadas para 2006, serão antecipadas. A medida pegou de surpresa os aliados e a oposição. Na segunda-feira, esperava-se que Berlusconi apresentasse a sua renúncia, mas, em vez disso, ele anunciou ao presidente do país, Carlo Azeglio Ciampi, que iria convocar o voto de confiança. Autoridades parlamentares disseram que o primeiro-ministro vai abordar a questão em seu discurso no Senado e na Câmara dos Deputados na quarta-feira. Coalizão A coalizão de centro-direita que sustenta o governo de Berlusconi foi colocada em questão na semana passada, depois que a União Democrata Cristã (UDC), um de seus integrantes, anunciou que a estava deixando. A UDC tinha quatro ministros no gabinete, incluindo o vice-primeiro-ministro, Marco Follini. Mas, na segunda-feira, o ex-ministro para Assuntos Europeus Rocco Buttiglione, que faz parte da UDC, disse que chegou a um acordo para formar um segundo governo Berlusconi. A UDC vinha cobrando mudanças na política do governo desde que a coalizão sofreu uma pesada derrota em recentes eleições regionais. A oposição venceu 11 dos 13 governos regionais que estavam em disputa no início do mês, contabilizando 54% dos votos. O repúdio de boa parte da população à participação italiana na ocupação do Iraque e o lento ritmo de crescimento da economia italiana têm colaborado para reduzir a popularidade do governo. No domingo, o partido de Berlusconi, o Forza Italia, havia dito que, se a UDC se recusasse a voltar para a coalizão, a eleição geral marcada para 2006 teria de ser antecipada. |
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