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Atualizado às: 05 de maio, 2005 - 11h52 GMT (08h52 Brasília)
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Para Berlusconi EUA admitem erro 'implicitamente'
premiê italiano, Sílvio Berlusconi
Berlusconi tem que equilibrar pressões externas e domésticas
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse no Parlamento do país que os Estados Unidos "reconheceram implicitamente" que seus soldados cometeram erros no incidente que resultou na morte do agente secreto Nicola Calipari no Iraque.

Mas ele afirmou que isso não afetará as relações entre os dois países.

"A amizade e a lealdade do governo italiano para com os Estados Unidos estão fora de discussão", disse ele.

Berlusconi disse no Parlamento que os Estados Unidos tinham reconhecido implicitamente que havia problemas na barreira militar onde as forças americanas dispararam contra o carro que levava Calipari no começo de março.

Segundo ele, o fato de os soldados não terem tido a intenção de matar o agente não significa que ninguém é culpado pelo incidente.

Ele disse ainda que as forças americanas mudaram seus procedimentos para as barreiras desde a morte de Calipari.

"Se você muda as regras, admite implicitamente que as anteriores não estavam funcionando", disse.

Regras

Os relatórios da Itália e dos Estados Unidos sobre o incidente que levou à morte de Calipari trazem diferenças radicais, o que provou fortes reações entre os italianos.

Apesar da crescente oposição ao envolvimento das tropas italianas no Iraque, porém, Berlusconi disse que a retirada não é uma opção.

"Não há razão para dizer 'vamos todos para casa'. Isso seria incompreensível", disse.

Calipari foi morto em 4 de março, quando tropas americanas atiraram no carro em que ele levava a jornalista italiana Giuliana Sgrena, que acabara de ser resgatada, ao aeroporto de Bagdá.

Os Estados Unidos dizem que seus soldados não erraram e apenas seguiram as regras.

O discurso de Berlusconi no Parlamento foi feito um dia depois que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ligou para ele, manifestando novamente seu pesar pelo incidente.

O premiê italiano disse no discurso que os dois inquéritos sobre os fatos divergiam em pontos importantes.

Segundo Berlusconi, ainda existem muitas "áreas obscuras" na seqüência de eventos.

Ele prometeu total cooperação do governo com a investigação criminal sobre o caso que está sendo feita na Itália.

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