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EUA inocentam soldados em morte de agente italiano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma investigação feita pelo Exército dos Estados Unidos inocentou soldados americanos de responsabilidade na morte de um agente italiano num posto de controle em Bagdá. O agente Nicola Calipari escoltava uma refém italiana que acabara de ser solta quando o carro em que viajavam foi atacado por forças americanas, numa área próxima do aeroporto da capital iraquiana. Calipari teria se jogado na frente da refém, Giuliana Sgrena, para protegê-la e acabou morrendo em decorrência dos tiros que levou dos soldados. Sgrena, que acabara de ser libertada dos seus seqüestradores depois de mais de um mês em cativeiro, também saiu ferida do incidente, ocorrido em março deste ano. Procedimento padrão De acordo com a investigação americana, os soldados não tiveram culpa pelo que aconteceu, mas a Itália se recusa a endossar o resultado da investigação. Um militar americano que não quis se identificar disse à agência de notícias Reuters que as autoridades dos dois países discordam sobre a velocidade com a qual o veículo teria se aproximado do posto de controle e que grau de comunicação houve entre os que estavam no carro e os guardas do posto. Segundo o Exército, o carro de Calipari estava em alta velocidade quando se aproximou do posto de controle. Os soldados teriam tentado fazer o carro parar sinalizando com as mãos e os braços, usando luzes piscantes e disparando tiros de advertência. "Os soldados estavam apenas cumprindo o procedimento padrão para postos de controle, protanto eles não são culpados por negligência", disse o militar. "Todos se sentem muito mal pelo que aconteceu, mas, dados o clima e o ambiente de segurança, as operações dos postos de controle precisam ser serguidos ao pé da letra", acrescentou. Sgrena, no entanto, contesta essa versão, dizendo que o motorista não estava correndo e que os soldados não lhes deram nenhum tipo de aviso antes de começarem a atirar. Os investigadores destacaram que o Exército americano não tinha conhecimento da operação para resgatar a refém e qualifica de "absurda" a sugestão dela de que os soldados podem ter atacado o carro de forma deliberada. Logo depois do incidente, numa entrevista com a rede de televisão Sky Italia, Sgrena disse que achava possível que os soldados tivessem atacado o veículo por causa da oposição americana a negociações com seqüestradores. Os soldados envolvidos no incidente não deverão sofrer nenhuma punição. Calipari se tornou um herói nacional na Itália e centenas de pessoas, incluindo líderes políticos, foram ao seu funeral. |
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