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Milhares vêem funeral de agente italiano morto no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas foram às ruas de Roma para ver o funeral do agente secreto italiano Nicola Calipari, morto no Iraque por forças americanas. O agente foi morto quando conduzia ao aeroporto de Bagdá a jornalista italiana Giuliana Sgrena, que havia sido libertada por seqüestradores no Iraque. Entre os que renderam suas últimas homenagens ao agente secreto estava o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. O premiê está sofrendo forte pressão para exigir do governo americano uma explicação para a morte de Calipari. Herói Calipari foi morto na sexta-feira. Médicos legistas afirmaram que ele foi baleado em uma das têmporas e morreu na hora. Segundo Sgrena, o agente se debruçou sobre ela para protegê-la dos tiros e "imediatamente caiu morto". Ela foi ferida no ombro. Calipari, que tinha anos de experiência em negociações em seqüestros e em serviços de inteligência, agora ganhou status de herói nacional na Itália. Foi ele quem ajudou a libertar duas agentes humanitárias também seqüestradas no Iraque, no ano passado. "Intencional" A jornalista italiana, que passou um mês no cativeiro, sugeriu, no domingo, que soldados americanos podem ter tentado matá-la de propósito. Em entrevista à BBC, Sgrena disse que os homens encarregados da fazer a segurança do aeroporto de Bagdá podem não ter sido informados da sua chegada, mas que os atos deles não podem ser perdoados. O Exército americano alega que as tropas dispararam porque o carro não parou em um posto de controle, mas já abriu uma investigação do incidente. Sgrena, que trabalha para o jornal italiano de esquerda Il Manifesto, afirmou que tanques americanos atiraram contra o carro deles quando eles passavam por uma estrada sem barreiras. |
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