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Berlusconi renuncia e faz novo governo para evitar eleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, deve renunciar e em seguida formar um novo governo a fim de evitar a convocação de eleições imediatas no país. O anúncio foi feito por seu ministro do Exterior, Gianfranco Fini, após encontro com os partidos que fazem parte da coalizão de governo. Segundo Fini, Berlusconi vai apresentar sua renúncia nesta segunda-feira ao presidente Carlo Azeglio Ciampi – encerrando assim o mais duradouro governo italiano desde a Segunda Guerra Mundial – e depois formar um novo gabinete. O futuro do governo de centro-direita foi colocado em dúvida na semana passada depois que a União Democrata-Cristã (UDC), um de seus integrantes, anunciou que estava deixando a coalizão. Cobranças A UDC tinha quatro ministros no gabinete, incluindo o vice-primeiro-ministro, Marco Follini. Mas nesta segunda-feira o ex-ministro para Assuntos Europeus, Rocco Buttiglione, que faz parte da UDC, disse que se chegou a um acordo para formar um segundo governo Berlusconi. A UDC vinha cobrando mudanças na política do governo desde que a coalizão sofreu uma pesada derrota em recentes eleições regionais. A oposição venceu 11 dos 13 governos regionais que estavam em disputa, contabilizando 54% dos votos. O repúdio de boa parte da população à participação italiana na ocupação do Iraque e o lento ritmo de crescimento da economia italiana têm colaborado para reduzir a popularidade do governo. No domingo, o partido de Berlusconi, o Forza Itália, havia dito que, se a UDC se recusasse a voltar para a coalizão, a eleição geral marcada para 2006 teria de ser antecipada. |
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