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Rumsfeld diz que insurgência no Iraque pode durar anos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, afirmou que podem se passar anos até que os insurgentes no Iraque sejam derrotados. Em uma entrevista ao canal de televisão Fox News, Rumsfeld disse que, no fim, são as próprias forças iraquianas, e não tropas americanas, que vão derrotar os insurgentes. "Insurgências tendem a durar cinco, seis, oito, 10, 12 anos", disse. "Forças de coalizão, forças estrangeiras não vão reprimir a insurgência. Vamos criar um ambiente para que o povo iraquiano e as forças de segurança iraquianas possam derrotar a insurgência." Mais violência Rumsfeld afirmou que a violência pode aumentar antes das eleições para o governo permanente, marcadas para dezembro. Autoridades dos Estados Unidos se reuniram para negociar com líderes rebeldes iraquianos, segundo o secretário de Defesa. Na mesma entrevista à Fox News, Rumsfeld comentou a respeito de um artigo publicado no jornal britânico Sunday Times, que afirma que duas destas reuniões ocorreram ao norte da capital iraquiana, Bagdá. Sem dar mais detalhes, Rumsfeld disse na entrevista que "a primeira coisa que você quer fazer é dividir as pessoas e conseguir o apoio de outras pessoas". Citando fontes iraquianas, o Sunday Times afirmou que comandantes rebeldes "aparentemente ficaram face a face" com quatro oficiais americanos durante as reuniões realizadas nos dias 3 e 13 de junho em uma casa de verão perto da cidade de Balad, ao norte da capital Bagdá. Entre os líderes rebeldes estariam representantes dos grupos Ansar al-Sunna, responsáveis por vários ataques suicidas, assim como grupos menos conhecidos como o Exército de Mohammed, o Exército Islâmico no Iraque e o grupo Jaish Mohammed. A entrevista de Rumsfeld foi concedida num dia de mais violência no Iraque com pelo menos 35 pessoas mortas em três ataques suicidas em Mosul, norte do país. Sem confirmação Rumsfeld não confirmou os detalhes das reuniões e diminuiu a importância destes encontros.
O grupo Ansar al-Sunna, por sua vez, negou envolvimento nestas reuniões. "Negamos categoricamente qualquer negociação entre o Ansar al-Sunna e qualquer um dos apóstatas. Jihad é o único caminho para restaurar a dignidade desta nação. Sem dignidade, a nação será derrotada", informou um comunicado, supostamente do líder do grupo, colocado em uma página na internet. Violência Uma série de ataques matou pelo menos 35 iraquianos neste domingo na cidade de Mosul, no norte do Iraque. O primeiro ataque foi realizado contra uma delegacia de polícia da cidade, por um suicida utilizando um carro-bomba. Segundo militares americanos 15 pessoas morreram neste ataque. Poucas horas depois, outro carro-bomba foi usado para atingir uma base militar do Exército do Iraque. Esse atentado deixou pelo menos 15 pessoas mortas, a maioria civis que trabalhavam no local. O terceiro ataque ocorreu contra o hospital para o qual as vítimas dos dois primeiros ataques foram levadas – mais cinco pessoas morreram. Nenhum grupo assumiu o ataque ao hospital. No entanto, o braço iraquiano da Al-Qaeda, liderado por Abu Musab al-Zarqawi, afirmou ter realizado os dois primeiros. Mais de mil pessoas, a maioria iraquianos, foram mortas desde que o novo governo foi instaurado no país em abril. O presidente americano George W. Bush fará um discurso na próxima terça-feira a respeito do Iraque. |
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