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CIA diz que Iraque está gerando nova leva de extremistas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório da CIA, o serviço secreto americano, afirma que está sendo criada no Iraque uma nova geração de militantes islâmicos que podem vir a desestabilizar outros países. O documento secreto diz que militantes iraquianos e estrangeiros em ação no país estão desenvolvendo uma ampla gama de habilidades, que vão desde a realização de atentados com carros-bomba e assassinatos até a promoção de ataques coordenados. Tais habilidades, segundo o relatório, fazem com que eles sejam mais perigosos do que os militantes formados no Afeganistão nas décadas de 1980 e 1990 – onde foram treinados, por exemplo, muitos membros da organização Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. A ameaça tende a se tornar ainda mais grave quando terminar a atual insurreição no Iraque e seus integrantes se dispersarem, afirma o relatório secreto, que foi revelado pelo jornal americano The New York Times. Risco O relatório diz que esses militantes representam riscos sobretudo para seus países de origem, como a Arábia Saudita e a Jordânia. Mas outras nações, como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, também correm risco, de acordo com a CIA. As conclusões do relatório foram em geral confirmadas por um agente da CIA que não foi identificado. O documento teria sido amplamente circulado entre os serviços de inteligência. Neste ano, o diretor da CIA, Porter Goss, já havia dito que os distúrbios no Iraque estavam fornecendo a militantes islâmicos treinamento e contatos que eles poderiam usar em novos ataques em outros lugares. |
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