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Ataque com carros-bomba mata 18 em Bagdá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 18 pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas em um ataque com cinco carros-bomba em Bagdá. Três veículos explodiram em Shuala, principal distrito xiita da capital do Iraque. Um outro foi detonado na frente do escritório do clérigo xiita Moqtada al-Sadr. A polícia acredita que as bombas foram colocadas em veículos estacionados em uma rua movimentada, perto de um restaurante e de um estacionamento. Elas teriam sido programadas para explodir simultaneamente. Os feridos foram levados ao hospital Al-Noor, de Shula, e para o principal hospital na cidade de Kadhimiya, segundo um porta-voz do Ministério do Interior, que também alertou que o número de mortos pode crescer. O ataque ocorreu no mesmo dia em que representantes de mais de 80 países e entidades não governamentais se reuniram em Bruxelas, na Bélgica, para discutir o futuro do Iraque. Advogado Horas antes, no mesmo distrito, homens armados mataram um advogado sunita e seu filho de 15 anos. Jasim al-Issawi e o menino foram mortos dentro do carro. Na semana passada, Issawi foi convidado para fazer parte de um comitê que vai fazer o rascunho da nova Constituição iraquiana, mas recusou a oferta. Insurgentes têm ameaçado sunitas que fizerem parte do processo político. Issawi era professor de Direito na Universidade de Bagdá e ex-editor-chefe do jornal Al-Siyadah. Nos últimos meses, insurgentes têm realizado vários ataques contra as forças de segurança iraquianas na região. Mais de mil iraquianos e 120 soldados americanos morreram nos dois meses desde que o novo governo do país foi formado. Conferência Em discurso na conferência em Bruxelas, o primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, comparou a situação que o seu país vive atualmente com a Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial. Segundo Jaafari, o Iraque precisa agora de uma ajuda internacional massiva como a que foi oferecida à Alemanha no chamado Plano Marshall, que, nas suas palavras, deu "apoio financeiro e empurrou a Alemanha no sentido da independência e da segurança". O primeiro-ministro iraquiano fez um apelo para que os países presentes honrassem compromissos anteriores e liberassem os bilhões de dólares em ajuda já prometidos. No comunicado final do encontro, organizado pelos Estados Unidos e União Européia, os países participantes se comprometem a ajudar o Iraque e cobraram maior atuação dos vizinhos do país – como por exemplo a Síria – no controle das suas fronteiras. O documento também conclama todas as nações a restabelecerem relações diplomáticas com Bagdá. |
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