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Atualizado às: 31 de maio, 2005 - 10h10 GMT (07h10 Brasília)
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Villepin é nomeado novo primeiro-ministro da França
O novo premiê francês, Dominique de Villepin
Renúncia de Raffarin foi precipitada pelo 'não' à Constituição européia
O ministro do Interior da França, Dominique de Villepin, foi nomeado nesta terça-feira como novo primeiro-ministro do país.

O anúncio, feito pelo escritório do presidente Jacques Chirac, acontece após ele ter aceitado a renúncia do atual premiê, Jean-Pierre Raffarin, precipitada pela derrota do governo no referendo de domingo sobre a Constituição da União Européia.

A saída de Raffarin já era aguardada como parte de uma reformulação política para contornar a crise. Chirac, na noite desta terça-feira, deverá fazer um discurso na TV sobre o resultado da votação.

As reformas realizadas pelo premiê – que ficou no cargo durante três anos – são consideradas impopulares pela maioria dos franceses, e não são poucos os analistas que atribuem o "não" ao tratado constitucional a esse descontentamento.

Villepin, de 51 anos, fez carreira no funcionalismo público e nunca foi eleito nas urnas para cargos políticos.

Ele ganhou destaque na política francesa como ministro das Relações Exteriores, liderando os esforços franceses de oposição aos Estados Unidos antes e durante a invasão do Iraque.

Fontes do governo em Paris afirmam que o novo ministro do Interior será Nicolas Sarkozy, líder do partido UMP, de Chirac, e visto como um dos favoritos para suceder o presidente nas eleições de 2007.

Ratificação

A rejeição da Constituição da União Européia pelos franceses no domingo deixou os líderes europeus sem saber o que vai acontecer com o bloco no futuro.

Apesar do "não" da França, eles insistiram que o processo de ratificação deve continuar a acontecer nos outros países-membros da UE.

Ele pediu que haja agora um "tempo para reflexão", afirmando que a rejeição da Constituição na França levanta profundas questões sobre o futuro da integração e da economia da Europa.

Blair acrescentou que é preciso aguardar também o resultado da votação na Holanda, na quarta-feira, onde as pesquisas também indicam forte possibilidade de rejeição à nova Carta da União Européia.

A Grã-Bretanha assume a Presidência rotativa da UE em 1º de julho. Líderes europeus devem se reunir em 16 de junho para debater formas de salvar o tratado do fracasso ou os caminhos a seguir caso a proposta seja arquivada.

Segundo o analista da BBC Paul Reynolds, não há um plano B para a União Européia e o futuro do bloco e de sua integração ainda não está claro.

Crise

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, disse que agora existe "um problema sério" e que as negociações sobre a Constituição não devem ser retomadas.

Javier Solana, responsável pela área de política externa da União Européia, insistiu que o papel internacional do bloco não pode se alterar e alertou os europeus sobre o perigo de entrar em uma "zona de paralisação psicológica".

Segundo o resultado oficial, 54,87% dos eleitores franceses votaram pelo "não" à ratificação do documento, enquanto 45,13% votaram pelo "sim".

Chirac

Chirac, em discurso na TV francesa depois que ficou clara a derrota do "sim", disse que a decisão do povo francês é soberana, mas ressaltou que a rejeição da Constituição vai tornar difícil a defesa dos interesses da França na Europa.

O comparecimento dos franceses às urnas foi de cerca de 70%.

A correspondente da BBC em Paris, Caroline Wyatt, disse que o resultado do referendo é um verdadeiro terremoto político, com reflexos que podem ser sentidos em toda a Europa.

Os franceses que rejeitam a Constituição da União Européia têm variados perfis políticos. Há desde socialistas até membros de partidos de direita.

Ansiedade e expectativa

Nove dos 25 países-membros da União Européia já ratificaram a Constituição Européia.

Jacques Chirac e sua mulher, Bernardette
Jacques Chirac e sua mulher, Bernardette, votaram cedo

A Constituição foi finalizada no ano passado depois de longas e difíceis negociações entre os governos dos países da organização.

O documento inclui uma carta de direitos fundamentais e prevê a criação de um serviço diplomático europeu e de um cargo de ministro do Exterior da União Européia.

A Constituição precisa ser ratificada por todos os países-membros, seja por meio de referendo ou por votação no Parlamento.

A França é o segundo país da União Européia a realizar um referendo. Na Espanha, a votação teve a vitória do "sim" e a Constituição foi então ratificada pelos legisladores do país.

A Alemanha aprovou o documento na sexta-feira.

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