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Atualizado às: 31 de maio, 2005 - 08h27 GMT (05h27 Brasília)
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Pesquisas mostram rejeição à Constituição européia na Holanda
Campanha pelo "não" na Holanda
Pesquisas indicam que 60% dos eleitores devem votar pelo "não"
Um dia antes do referendo para ratificar a Constituição européia na Holanda, pesquisas de opinião mostram que, assim como na França, a maioria dos eleitores deve rejeitar o documento.

Um levantamento realizado pelo canal público de televisão NOS, na segunda-feira, mostra uma vantagem de 60% do "não". Outro levantamento, realizado pelo canal de televisão RTL, mostra uma rejeição de 51% à Constituição, ante uma aceitação de 37%, com o restante dos pesquisados dizendo que não sabe ainda se irá votar.

A maior parte diz que não foi influenciada pelo resultado da votação francesa, no domingo, mas que quer mostrar que está insatisfeita com o ritmo das mudanças na União Européia.

A maioria dos eleitores não leu o documento, mas as razões pelo "não" vão desde a preocupação com a liberalização da economia e imigração, até a entrada da Turquia no bloco e a perda da identidade holandesa.

Para John Palmer, diretor do Centro de Políticas Européias, "os holandeses estão muito preocupados com questões domésticas".

Razões

"O que acontece é que o governo do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende, a coalizão de centro-direita, é muito impopular, assim como o presidente Jacques Chirac, na França. No fundo, as pessoas estão demonstrando insatisfação com seus próprios governos", diz Palmer.

No domingo, cerca de 55% dos eleitores franceses votaram pelo "não".

O analista Maurice de Hond, que conduziu a pesquisa para o canal NOS, afirma que muita gente na Holanda vê o referendo como uma chance de finalmente protestar contra o que foi decidido há cinco anos, sem consulta popular.

"O problema não é sobre o conteúdo da Constituição", diz de Hond, "porque quase ninguém a conhece e todos ainda discutem o que ela realmente significa".

"No fim das contas, o referendo não é sobre a Constituição. Tem mais a ver com o fato de que, cinco anos atrás, não houve referendo para decidir a adesão da Holanda ao euro, e algumas pessoas ainda têm raiva disso, então, (muitos) vão votar pelo resultado que queriam ter votado antes", completa de Hond.

A possível entrada da Turquia na UE e o medo da chegada de novos imigrantes a Holanda também vêm sendo apontadas como razões para o “não”.

"Se a Turquia entrar na UE daqui a dez ou 15 anos, provavelmente será com uma população de mais de 80 milhões de pessoas - o maior país da Europa com a voz mais alta sobre os assuntos europeus e, indiretamente sobre os assuntos holandeses, já que cada vez mais temos que adotar legislações aprovadas em Bruxelas (pela UE)", explica Geert Wilders, membro do Parlamento que está formando um novo partido de direita na Holanda.

Ratificação

A Holanda tem legislação diferente do resto da Europa em questões como drogas, eutanásia e prostituição, e parte da população teme a perda das liberdades individuais caso o país adote a Constituição.

Para que entre em vigor, a Carta deve ser ratificada por todos os 25 países membros da União Européia.

Até agora, nove países já a aprovaram, a maioria por votação parlamentar. A França foi o primeiro país a rejeitar o documento.

A Constituição tem como objetivo estabelecer o modo de trabalho na União Européia ampliada. Dez novos países se juntaram ao bloco no ano passado, sendo que oito deles são ex-repúblicas comunistas.

66Referendo
Franceses rejeitam Constituição da UE; veja imagens.
66Carta européia
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