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Israel evita ataque e mata membro do Hamas em Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Exército de Israel disse ter matado um militante armado palestino após ele ter atacado um assentamento judaico na Faixa de Gaza. Os militares israelenses conseguiram impedir que houvesse feridos na ofensiva. Segundo o comando israelense, o homem morto era um dos três militantes que ocuparam uma casa abandonada e dispararam morteiros, mísseis antitanque e tiros de fuzil na direção da colônia de Kfar Darom. Os outros dois conseguiram fugir. Três grupos palestinos disseram ter cooperado na operação: Hamas, Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa e Comitês Populares de Resistência. Num comunicado, eles anunciaram o nome do atirador morto: Mohammed Barakeh, de 23 anos, integrante da ala militar do Hamas. O episódio acontece numa semana em que os enfrentamentos entre militantes palestinos e o Exército de Israel voltaram a acontecer, rompendo uma trégua no conflito adotada em fevereiro. Trégua ameaçada O correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, afirma que o ocorrido reforça a ameaça ao cessar-fogo, visto como crucial para a retomada do processo de paz no Oriente Médio. David Baker, porta-voz do governo israelense, culpou a Autoridade Palestina pela retomada da violência. "Essa contínua indiferença e inação da Autoridade Palestina, que permite que esse terroristas operem sob a luz do dia e debaixo de seu nariz, permite que esses incidentes se repitam", afirmou. Israel tem planos de retirar todos os 21 assentamentos judaicos da Faixa de Gaza, assim como os soldados que os protegem, como parte de um plano unilateral. A saída deve começar em julho ou agosto. Mas as autoridades israelenses dizem que não pretendem sair sob fogo – querem apresentar a retirada como uma decisão estratégica unilateral e não como rendição diante da violência dos grupos armados palestinos. Na quinta-feira, militantes lançaram foguetes Qassam contra alvos israelenses. O vice-ministro da Defesa de Israel, Zeev Boim, prometeu uma reação "mais agressiva" do Exército caso os ataques com morteiros e foguetes prosseguissem. "Até agora, agimos com moderação porque desejamos calma antes da retirada de Israel da Faixa de Gaza, mas é inconcebível levar adiante a evacuação sob fogo", advertiu Boim. A região vive uma escalada na violência desde terça-feira, quando um militante palestino morreu em Rafah em circunstâncias que ainda são motivo de disputa. O Hamas afirma que um de seus integrantes armados foi morto por soldados israelenses, numa violação ao cessar-fogo. Na versão de Israel, ele morreu quando explosivos que ele carregava foram detonados prematuramente. |
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