|
Governo de Israel cria universidade na Cisjordânia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo de Israel concedeu nesta segunda-feira status de universidade para uma faculdade no assentamento judaico de Ariel, construído em territórios ocupados palestinos na Cisjordânia. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou que a medida faz parte dos esforços para fortalecer as colônias existentes e consolidar o controle israelense na região. Sharon planeja retirar todos os assentamentos e tropas da Faixa de Gaza, mas defende a manutenção dos principais blocos de colônias na Cisjordânia – um importante ministro, Natan Sharansky, renunciou nesta segunda-feira em protesto contra a saída de Gaza. Vários ministros do Partido Trabalhista (centro-esquerda) se pronunciaram contra a criação da universidade em Ariel, aprovada em votação no gabinete por 13 a 7. Shalom Simhon, ministro da Agricultura, disse que a medida é uma intromissão política desnecessária dentro de assuntos de educação superior. As provas e certificados da faculdade do assentamento judaico estavam até agora sob supervisão da Universidade Bar Ilan, em Tel Aviv – alvo de boicote de acadêmicos britânicos devido a suas ligações com os colonos de Ariel. Os ministro israelenses dizem que a decisão de elevar o status da instituição de ensino no assentamento não tem nenhuma relação com o boicote. Renúncia O ministro israelense Natan Sharansky apresentou sua renúncia nesta segunda-feira. Ele é contra a retirada da Faixa de Gaza. Sharansky estava encarregado de assuntos ligados à diáspora de judeus no governo de Sharon. O ex-dissidente soviético lidera o partido Yisrael B'Aliyah, que defende o direito dos imigrantes no país. A retirada de todos os 7 mil colonos de Gaza e quatro assentamentos judaicos na Cisjordânia está programada para julho ou agosto. A renúncia de Sharansky pode prejudicar os planos, segundo analistas. A assessora de Sharansky, Vera Golowinski, disse que qualquer concessão no processo de paz deve estar ligada a reformas democráticas palestinas e a retirada só vai levar a um possível aumento de atividades "terroristas". Emissário Nesta segunda-feira, autoridades israelenses devem se reunir com James Wolfensohn, o novo emissário da comunidade internacional encarregado de ajudar Israel em sua retirada da Faixa de Gaza. O ex-presidente do Banco Mundial representa o grupo de quatro mediadores de negociações para paz no Oriente Médio: Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU. No domingo, Wolfensohn reuniu-se com líderes palestinos na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. O primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ahmed Qurei, disse que a reunião foi "muito proveitosa". Wolfensohn, por sua vez, se disse bem impressionado com os planos palestinos para a economia de Gaza depois da retirada israelense. Quase 1,5 milhão de palestinos vivem na Faixa de Gaza, que tem apenas 40 quilômetros de extensão. No momento, colonos israelenses ocupam cerca de 25% deste território. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||