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Estudantes pedem libertação de político seqüestrado no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de estudantes participaram de uma manifestação em Porto Príncipe, capital do Haiti, para pedir a libertação do secretário-geral do Movimento da Reconstrução Haitiana, Enold Buteau. Buteau, que é irmão do ministro interino da Educação (Pierre Buteau), foi seqüestrado nesta quinta-feira na frente da sua clínica. Médico de formação, ele é o político mais importante do partido esquerdista. Os manifestantes, que bloquearam uma rua da capital, também pediam ações do governo interino contra a recente onda de seqüestros no Haiti. Os protestos ocorrem apenas um dia depois de um ato em favor do ex-presidente do país Jean-Bertrand Aristide terminar com a morte de cinco pessoas, também em Porto Príncipe. Testemunhas dizem que os policiais começaram a atirar quando os manifestantes se aproximaram do quartel-general da ONU (Organização das Nações Unidas). Um porta-voz da polícia, no entanto, disse à agência de notícias Reuters que só abriu fogo quando foi atacada por um grupo de manifestantes. Aristide foi destituído e deixou o país depois de uma série de protestos violento em feveiro do ano passado, mas a instabilidade no país continua e o governo interino é acusado de manter presos por tempo indeterminado os membros do antigo governo. Mesmo com a presença de mais de 7,5 mil soldados da ONU, liderados pelo Brasil, gangues armadas continuam aterrorizando a população. Estima-se que mais de 600 pessoas tenham morrido em incidentes violentos desde setembro. O mandato de seis meses da Missão de Estabilização da ONU no Haiti acaba no fim de maio. |
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