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Na Colômbia, Rice discute narcotráfico e guerrilhas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta quarta-feira na Colômbia que os Estados Unidos vão continuar apoiando os esforços do país no combate ao narcotráfico. Rice, que chegou a Bogotá depois de passar dois dias em Brasília, também elogiou as autoridades colombianas por recuperar partes do território do país de grupos rebeldes. O combate às drogas e a grupos rebeldes como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deverão ser os principais temas da visita da secretária de Estado. Nos últimos cinco anos, o governo americano forneceu mais de US$ 3 bilhões ao governo colombiano, principalmente em assistência militar. Rice também reiterou as preocupações de Washington em relação à Venezuela, país que já descreveu como "uma presença negativa" na região. A Colômbia criticou o país vizinho recentemente por aumentar a sua capacidade militar, alegando que isso ameaçava a estabilidade regional. O governo venezuelano refutou a acusação e disse que é a Colômbia que está desequilibrando a região com a sua aliança com os Estados Unidos. Numa entrevista coletiva ao lado de Rice, no entanto, a ministra das Relações Exteriores, Carolina Barco, disse que a Venezuela "é uma nação soberana que pode tomar as suas próprias decisões para a sua legítima defesa e necessidades internas". Brasil Na visita ao Brasil, encerrada na tarde desta quarta-feira, Rice evitou fazer críticas diretas à Venezuela. “O caso da Venezuela não é um caso entre os Estados Unidos e a Venezuela ou entre a Venezuela e o Brasil”, disse na terça-feira. “É um caso sobre liberdade, democracia e instituições que são direitos do povo venezuelano.” A secretária de Estado deixou o país, primeiro que visitou num giro pela região, com a mensagem de que o Brasil é “um líder regional” e um “parceiro global” para os Estados Unidos. “Queremos expandir nossa cooperação com grandes nações como o Brasil para aprofundar a reforma democrática na região e para fortalecer as bases de liberdade em lugares como a África e o Oriente Médio”, disse Rice, antes de partir de Brasília rumo a Bogotá. A visita de Rice à Colômbia ocorre no dia em que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, demitiu quatro generais do Exército. Um dos generais, Roberto Pizarro, disse que eles foram afastados porque discordaram dos planos de Uribe para permitir que comandantes da Marina e da Aeronáutica possam controlar unidades do Exército em operações conjuntas. Apesar dos elogios da secretária americana, dentro da Colômbia, o Exército tem sido muito criticado pelo que foi considerado uma demora para fazer os rebeldes recuarem numa recente operação no sul do país. |
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